
Seu destino era o porto de Rio Grande. Onde esta previsto a sua atracação no Terminal Marítimo Luiz Fogliatto. E já se encontra atracado, desde às 13:12 do dia anterior, (quinta-feira, 30/JAN) o navio mercante “Admiral Bulker”. Este navio, que mede 169,37 metros de comprimento e possui 27,20 metros de largura, trouxe em seus porões 27.500 toneladas de trigo. Produto de origem argentina, e que fora embarcado no porto de San Lorenzo. Localizado as margens do rio Paraná.
Para muitos a navegação noturna é um fato novo. No entanto ela é amplamente utilizada pela nossa navegação interior. Já que esta possui tripulação experiente. Associado a embarcações de menor porte.
Já no caso dos grandes navios mercantes, a navegação noturna é proibida nas áreas compostas pelos canais artificiais. E isto não se deve ao fato de sua sinalização estar ou não em bom estado de conservação. Pois independente deste importante critério, há a questão da largura dos nossos canais artificiais. Que com 80 metros são considerados estreitos para garantir a segurança de navios que chegam a até 32 metros de largura.
É por este motivo, que quando escuto os discursos otimistas de parte de nossos governantes. Afirmando que com uma boa sinalização a navegação noturna pode ocorrer, eu faço questão de relembrar a necessidade da alargar os nossos canais. Pois não admito que uma meia verdade seja dita. Criando uma falsa ilusão entre nossa população. Que não leva a nada. E também não auxilia na formulação de uma política séria e eficiente para resolver o nosso problema. Falo isto, com a experiência de quem já foi Diretor Superintendente de Portos e Hidrovias. E acreditou no discurso dos técnicos desta autarquia. Discursos estes, distantes da realidade. E que quando foi confrontada pela solicitação oficial de informações, por parte da Marinha do Brasil, nossa autoridade marítima, se esquivaram de todas as formas para fornecer os dados solicitados. E com isto, colaborar para o surgimento de uma política séria para o nosso caso. Pensem nisso. Pois o problema é muito maior e mais grave, do que parece. E o mesmo não será resolvido única e exclusivamente com a colocação de boias de sinalização.
Foto: Carlos Oliveira
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