
Esta cada vez mais difícil abastecer uma embarcação na região de Porto Alegre. Até bem pouco tempo, este tipo de operação ocorria no cais Mauá. Com a entrega da área para o consórcio responsável pelo processo de revitalização, esta operação foi proibida. Por outro lado, a área do antigo terminal de carvão, que posteriormente foi destinada às operações com contêineres, também foi entregue a iniciativa privada. Que acabou proibindo sua utilização para a atracação de embarcações visando o seu respectivo abastecimento.

Agora este tipo de operação esta ocorrendo na área que já foi ocupada pelas empresas SAMRIG e Bunge, no cais Navegantes. E que sob denominação de “Terminal Graneleiro SPH” se encontra inoperante há anos, destaque entregue ao estado pela iniciativa privada. Assim sendo, diante das expectativas de entrega de novas área para a iniciativa privada. Que visa não a operação portuária, mas sim a industrial. No qual eventualmente ocorrerá algum embarque ou desembarque de carga via hidrovia. Vai tornando cada vez mais difícil a obtenção de um espaço público apropriado para este tipo de operação. Esta dificuldade certamente terá reflexos no futuro. E se nós queremos pensar a navegação como um modal eficiente, temos de tratar deste assunto com a devida importância que ele merece. Pois ele é mais um dos diversos componentes que fazem parte do contexto. E não pode ser deixado de lado. Já que sem combustível nossas embarcações também não funcionam.
Pensem nisso!
Fotos: Carlos Oliveira
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