Muitas
vezes, uma embarcação pequena não recebe a devida atenção. As embarcações
maiores, mais vistosas é que, via de regra, atraem os olhares e comentários.
Hoje chamo a atenção para o papel desempenhado por duas embarcações: A primeira
é a chata-tanque “Ipirol” e a segunda é a chata-tanque “Rio Grande”.


O valor destas embarcações, esta no fato de navegarem de forma
incansável. Entre os terminais das empresas instalados na região metropolitana
e o porto de Rio Grande. Desta forma, transportam pela hidrovia um volume muito
maior do que se pode imaginar. E retiram de nossas estradas, inúmeros veículos
pesados. No porto de Rio Grande, esta carga será embarcada em navios como o
caso do navio-tanque “Ginny” que se encontra neste momento atracado no terminal
de empresa Bunge. Lá o “Ginny”, com seus 228,6 metros de comprimento e 32,29
metros de largura deve parecer um gigante, se comparados ao “Ipirol” e ao “Rio
Grande”. Seu peso vazio é de 22.444 toneladas, e sua capacidade de carga é de
42.010 toneladas. Mas nem por isto devemos desprestigiar nossas pequenas e
eficientes embarcações. Pois com esta condição as mesmas atingem locais que o
gigante “Ginny” não pode navegar. Assim
sendo, cada embarcação cumpre o seu papel. E a sociedade se beneficia como um
todo do seu trabalho e da dedicação de seus tripulantes.
Finalmente, para quem ficou curioso. Revelo que o óleo de soja
que esta sendo embarcado no “Ginny”, se destina ao porto de Changzhou, na
República Popular da China. Como podemos ver, no mundo globalizado em que
vivemos há espaço para todos. Independente do seu tamanho ou da sua capacidade
de carga.
Fotos: Carlos Oliveira
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