quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

“Guapuruvu” carrega e parte para Rio Grande.

A barcaça-tanque “Guapuruvu” de propriedade da Navegação Guarita partiu no meio da tarde de sábado (15/NOV) de triunfo para Rio Grande. Sua viagem começou por volta do meio dia, quando ela desatracou do terminal Santa Clara.


ABASTECENDO EM PORTO ALEGRE

Na sequencia a barcaça navegou pelo rio Jacuí, e ao chegar nas águas do Guaíba, ao invés de rumar para a Lagoa dos Patos se dirigiu ao Porto de Porto Alegre. Lá ela atracou carregada no cais Navegantes. Para que pudesse ser abastecida com combustível. Numa manobra no mínimo questionável. Tendo em vista que o porto de Porto Alegre não possui condições técnicas e humanas de garantir a segurança de embarcações carregadas com carga inflamável em seu cais. Em caso de ocorrer algum sinistro, o porto não possui equipamentos para o combate a incêndio ou a vazamento. Nem uma brigada de incêndio para atuar no seu combate ou para conter um possível vazamento de carga.

O correto, neste caso, teria sido abastecer a barcaça antes da mesma ser carregada. E somente após esta operação ter ocorrido. É que ela deveria ter seguido para triunfo a fim de ser carregada. Para quem não vê risco na operação. Podemos perguntar o porque da “Guapuruvu” não ter sido abastecida diretamente no terminal Santa Clara. Que mesmo possuindo todo o aparato de segurança, com equipamentos e pessoal treinado, não aceita este tipo de operação em sua área. Exatamente porque ela gera um risco de acidente. Que eles querem prevenir a todo o custo.

VOLTANDO PARA A VIAGEM

Feito este abastecimento. Numa operação que durou aproximadamente uma hora. Finalmente a barcaça-tanque “Guapururu” partiu para Rio Grande. Levando em seus tanques parte da produção petroquímica de Triunfo. E garantindo a geração de empregos e renda para o nosso estado.

UMA LIÇÃO PARA APRENDER

Já com relação ao Porto Organizado de Porto Alegre, fica o registro de que o mesmo esta muito perto de ser uma terra de ninguém. Aonde as regras e normas de segurança são um belo enfeite, já que não são cumpridas nem observadas. Fato que demonstra a má gestão do Estado sobre o mesmo. E principalmente a falta de qualificação técnica de seu corpo de funcionários. Que é uma responsabilidade do Estado. Já que no fundo é dele a sua administração. Fica assim o convite a reflexão. Pois não é a toa que o nosso rico Estado esta na situação de penúria econômica e administrativa. Pensem nisso!

Vanderlan Vasconselos

Fotos: Carlos Oliveira

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