sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Porto recebe navio mercante “Emilie”.




O navio mercante "Emilie" de bandeira panamenha chegou na manhã de domingo (05) ao porto da Capital. Medindo 186 metros de comprimento e 23,75 metros de largura a embarcação trouxe um carregamento de 8.150 toneladas de cloreto de potássio. Já o início da operação de descarga foi adiado para a manhã de segunda-feira (06), por decisão do importador da carga, que levou em consideração o custo do serviço cobrado para o final de semana.
O "Emilie" iniciou sua viagem no porto espanhol de Barcelona. E antes de chegar a Porto Alegre realizou escalas nos portos de fortaleza e Tubarão (ES).
O navio foi construído no ano de 2010, pelo estaleiro chinês de Shanhaiguan Shipbuilding Industry, da cidade de Qinhuangdao. E pertence a empresa Parakou Shipping, de Hong Kong.
Sua permanência em Porto Alegre ocorreu até o início da manha desta quinta-feira (09), quando finalmente partiu.
Fotos: Carlos Oliveira

Navio-tanque “Taurogas” transporta nossa produção para a Argentina.

Na manhã do sábado passado, dia 04, retornou à capital do estado o navio-tanque "Taurogas". A embarcação que normalmente faz a ligação entre o terminal Santa Clara, do Polo Petroquímico de Triunfo e o terminal petroleiro localizado no Super Porto de Rio Grande, havia feito uma viagem até a Argentina. Seu destino era o porto de San Lorenzo, onde também existe atividade petroquímica.
Medindo 101,48 metros de comprimento e possuindo largura máxima de 13,8 metros, o "Taurogás" é uma embarcação de bandeira panamenha. E sua utilização no transporte de cabotagem revela o quanto nossa marinha mercante é carente de navios, recursos, e políticas públicas capaz de suprir nossas necessidades mínimas. Estimular a navegação e a indústria naval é essencial para que nosso país se torne mais independente. Garantindo a geração de empregos e o fomento de nossa cadeia produtiva. Pois não podemos ficar na dependência de embarcações de bandeira estrangeira para escoar nossa produção. Nem podemos imaginar que conseguiremos fazê-la de forma eficiente e competitiva, de outra forma que não por intermédio da navegação.
Foto: Carlos Oliveira

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A importância de estaleiros para a manutenção das pequenas e médias embarcações.


Já tem alguns dias foi escrito um artigo referente a importância de termos uma política de estímulo e fortalecimento da indústria naval.  (veja link: http://www.vcvesteio.blogspot.com.br/2012/06/polo-naval-uma-realidade-muito-mais.html) Não só aquela que atende aos grandes projetos, mas principalmente a destinada ao reparo e manutenção das pequenas e médias embarcações. Aproveito a oportunidade em que o rebocador “Alm. Saldanha da Gama” subiu a carreira do estaleiro da Navegação Green Card Ltda para retomar o assunto.

Veja o caso do Estado de Santa Catarina, mais especificamente dos estaleiros instalado ao longo do rio Itajaí Açú. Entre os municípios de Itajaí e Navegantes, cada um em uma margem do rio, há 05 (cinco) estaleiros: Estaleiro Itajaí, Detroit Brasil, Fibrafort, Navship e Keppel Singmarine Brasil. Os três primeiros aqui citados localizam-se em Itajaí e os dois últimos em Navegantes.

A Fibrafort é especializada em embarcações de esporte e lazer. Foi fundada em 1993 e emprega hoje cerca de 300 funcionários. Domina todo o processo de produção, e devido a qualidade de seu produto possui o reconhecimento do mercado internacional.

O estaleiro Detroit Brasil Ltda., é uma subsidiária do grupo chileno Detroit. Ocupando uma área de 90 mil metros quadrados, dos quais 14 mil se destinam a área industrial e 5 mil são cobertos. Se especializou na construção e reparo de pequenas e médias embarcações. Como rebocadores portuários e oceânicos, além de barcos de apoio como os Platform Supply Vessels – PSV tão utilizados no apoio às operações do setor petrolífero.

O Keppel Singmarine Brasil é fruto da aquisição do estaleiro TWB pela Keppel Offshore & Marine, de Cingapura. Voltado para a construção de embarcações de transporte de peças e suprimentos; que normalmente atendem as plataformas de petróleo. Nas metas da empresa foi estipulado a construção de 8 embarcações a cada ano. Isto na área de 77,666 mil metros quadrados, dos quais 7.386 são cobertos e dedicados ao parque industrial.

Estaleiro Navship Ltda, pertence ao Grupo Edison Chouest Offshore, tendo sido inaugurado no ano de 2006. Dedica-se a atender a demanda de embarcações de apoio a indústria de petróleo. E possuem em seu terreno de 175 mil metros quadrados, 31.145 metros quadrados de área coberta industrial.

O Estaleiro Itajaí S/A pertence atualmente a grupo espanhol Elcano. No passado o estaleiro foi pioneiro na América Latina na construção de navios do tipo químico-gaseiros. Nos dias de hoje ainda mantém este perfil, acrescido da capacidade de construir navios porta-conteineres e de apoio offshore. Ocupa uma área de 168.422 metros quadrados, dos quais 10 mil são cobertos.

Como podemos ver investir em política pública para o setor de construção naval é muito importante para o desenvolvimento de um estado. Nao só pela geração de emprego e renda, pelo aumento na arrecadação de impostos, pela mudança na dinâmica da região onde isto acontece, mas também pelo poder de agregar novas oportunidades e empresas para a região.

Temos de ver o exemplo de Santa Catarina como um modelo a ser seguido. E não podemos mais ficar parados, pois a oportunidade já se fez. Esta acontecendo e demora em nada nos beneficia. Nosso estado possui empresários do setor da construção naval, que estão há anos lutando para sobreviver. E não são poucos os que reclamam da falta de uma política de financiamento público para a compra de máquinas e equipamentos. Onde não se cobre uma garantia superior ao valor do bem a ser comprado. É preciso que o setor de licenciamento ambiental seja ágil no exame de cada caso. Levando em consideração não só os critérios técnicos ideais, mas a nossa realidade. Se por um lado se busca preservar o meio ambiente, e por este motivo se trava a instalação de empreendimentos formais. Por outro se estimulam e se proliferam empreendimentos sem as mínimas condições técnicas. Causando muito mais danos e prejuízos à natureza. Pois por serem informais, em muitos casos, não são nem do conhecimento dos órgãos de fiscalização governamentais. O certo é que se não tivermos uma política séria para o setor, corremos o risco de perdermos nossos empresários para os outros estados da nação. Será que é isto o que queremos? Pensem nisso!

Foto: Carlos Oliveira

Chegam as novas defensas para o porto de Porto Alegre.


Na manhã desta quarta-feira (08), chegou ao porto de Porto Alegre um carregamento de novas defensas. A compra de 09 unidades de defensas, destinada à proteção do cais Navegantes, quando da atracação dos navios, foi um dos processos licitatórios executados ao longo do ano de 2011. Com isto visou-se completar a proteção do cais, e ampliar a segurança na atracação das embarcações.

 Das 09 unidades adquiridas, uma deve ser instalada próxima a sala de monitoramento, área mais ao Norte da parte operativa do porto que é coberta pelo ISPS-Code. E as demais no espaço em frente aos armazéns D e D1, até o limite do terminal da Companhia Estadual de Silos e Armazéns – CESA. O equipamento é idêntico ao já instalado no cais, e sua eficiência já foi comprovada no passado evitando uma colisão de navio mercante de grande porte.



Uma das dificuldades encontradas pelo então diretor de Portos, Silvio David, foi a constatação de que, no processo, não havia engenheiro responsável pela sua execução. Fato que obrigou a correção e ocasionou o atraso de todos os trâmites burocráticos para sua compra. Por sua vez, a agilidade e o empenho do novo Chefe da Divisão do Porto, capitão-de-Mar-e-Guerra Paulo Cyrillo, fez com que o processo andasse rapidamente junto a Central de Licitações. Recuperando o tempo perdido e evitando que o prazo de apresentação do mesmo fosse perdido.

Poder constatar que o árduo trabalho executado ao longo de minha administração no ano passado esta a dar frutos, é motivo de orgulho para mim. Creio que também deva ser para todas os que me auxiliaram então. A estes companheiros de viagem, faço aqui meu mais profundo agradecimento. O Estado e o povo do Rio Grande ganham muito com sua dedicação.

Muito Obrigado!

Fotos: Carlos Oliveira



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Carta compromisso entre Vanderlan e a população de Esteio.


Durante o almoço ocorrido no domingo (05) no qual foi feito o lançamento da campanha da coligação “Esteio merece mais”. Foi lida, perante todos os convidados, minha “Carta Compromisso”. Seu texto diz o seguinte:

“Carta Compromisso.

Eu, Vanderlan Vasconselos, através desta carta, emprego minha honra, comprometendo-me com cada pessoa desta cidade, a cumprir, se eleito for, a totalidade de meu mandato como Prefeito de Esteio, doando, do primeiro ao último dia, aquilo que tenho de melhor: meu trabalho, minha dedicação, minha boa fé e minha esperança.

E tenho dito.

Vanderlan Vasconselos”

O documento foi registrado no Tabelionato de Esteio em 1°. de Agosto de 2012. É a maior prova do meu comprometimento para com a população de minha cidade. Estando inclusive acima das questões político partidárias. Que no passado me fizeram abrir mão do cargo de prefeito para buscar uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado. E concomitantemente poder fazer coeficiente eleitoral para que o partido pudesse sobreviver como tal. Este sacrifício já foi realizado, e seu preço foi caro demais para mim e para a população de Esteio.

Nos dias de hoje esta questão já esta superada. Mas acima de tudo, compreendo ser muito mais importante, trabalhar até o último dia do mandato. Pois não podemos delegar a terceiros a confiança que a população nos dá por meio de seu voto. Por mais competente que seja nosso substituto natural. E se hoje há o consenso de que é preciso mudar, pois há carências a serem supridas. Compreendo que o voto recebido reflete meu compromisso para quem me quer ver administrando Esteio novamente. A população de Esteio quer mais. E todos os partidos que compõe nossa coligação também querem mais.

Fotos: Carlos Oliveira



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Navio da Marinha de Guerra visita Porto Alegre.


O Navio-Balizador “Comandante Varella”, da marinha de guerra brasileira visitou, no final de semana, o porto de Porto Alegre. O navio chegou na primeira hora da tarde de sexta-feira (03) e partiu no final da manhã de segunda-feira (06), rumo a cidade de Rio Grande.

Durante sua viagem até a capital do estado a embarcação, que faz parte do Serviço de Sinalização Náutica do Sul – SSN-5 realizou a vistoria das condições da sinalização náutica. Constatar com esta o calado dos canais artificiais, a posição, o estado de conservação e funcionamento das boias e faroletes, faz parte de sua missão. Nestas oportunidades aproveita para prestar apoio na manutenção e conservação dos três faróis que a Marinha do Brasil possui na Lagoa dos Patos, a saber: Capão da Marca, Cristóvão Pereira e Itapuã. Bem como da luz de sinalização no casco naufragado do navio “Álvaro Alberto”.

O navio-balizador “Comandante Varella” foi construído no ano de 1982, pelo Arsenal de Marinha do Rio de janeiro. Mede 37,5 metros de comprimento e possui largura máxima de 8,6 metros. Seu nome e uma homenagem ao capitão-de-fragata Arnaldo da Costa Varella, oficial da marinha que comandou a Delegacia da capitania dos Portos em Porto Alegre, e que foi morreu no ano de 1963. Ocasião em que era o comandante do navio-hidrográfico “Canopus”, que se encontrava atracado no porto de Rio Grande.

Foto: Carlos Oliveira

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Trabalho e Credibilidade a fonte do nosso sucesso.

Não é de hoje que o trabalho sério, com credibilidade, é reconhecido como a fonte do sucesso. Aos poucos nós vamos conquistando espaço, e sendo referência para aqueles que querem se informar. Na sexta-feira passada (03) foi publicada pelo "Jornal do Comércio", de Porto Alegre, na "Imagem do Dia" uma fotografia da operação de desembarque das primeiras peças destinada à ampliação da Refinaria Alberto Pasqualini – REFAP.

Enquanto todos os meios de comunicação divulgavam a notícia, fazendo referência ao desembarque das peças no porto de Rio Grande. Nós já havíamos divulgado a chegada das primeiras peças no porto de Porto Alegre.
Veja o link: http://www.vcvesteio.blogspot.com.br/2012/07/chegou-pela-hidrovia-pecas-destinada.html

A imagem vinculada na página 2 do "Jornal do Comércio" foi feita pelo Carlos Oliveira, atento e dedicado companheiro que vem acompanhando o caso. Até então, por uma questão de respeito aos profissionais que trabalham na operação, não noticiamos nenhuma das fases da delicada manobra. Para que a mesma não chamasse a atenção dos curiosos e, de alguma forma, comprometesse sua segurança. Mas como a notícia tornou-se pública, passamos a divulgá-la de forma aberta.
Concomitantemente, o site "Portos & Mercados" repercute nossa notícia inicial, associada ao conteúdo divulgado pela grande imprensa.
veja o link:
 http://portosmercados.com.br/site/pecas-gigantes-sao-transportadas-pela-hidrovia-gaucha
Embora não citando a fonte, é inquestionável sua fonte inicial. Seja no texto, seja nas imagens.
Nós próximos dias, novos textos serão veiculados aqui, contando os detalhes deste momento histórico. No qual o rio dos Sinos provou ser viável economicamente. E do qual devemos nos orgulhar e inspirar para construirmos um futuro melhor. Pois com trabalho sério, haveremos de mudar nosso futuro para melhor. Esteio e toda a região do vale do rio dos Sinos merecem mais. Vamos juntos construir este novo futuro.

 
Vanderlan Vasconselos
PRA SER FELIZ SEMPRE
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Foi um sucesso evento que reuniu simpatizantes da coligação “Esteio merece mais”.




O almoço por adesão, promovido na manhã de domingo (05), foi um tremendo sucesso. O restaurante "Casa do Gaúcho", do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, ficou pequeno para acolher a todos os visitantes que lá chegaram. Muitos tiveram de esperar para poder sentar e apreciar a boa comida servida.
A reunião que começou às 11 horas da manhã se estendeu até às 16 horas. Entre os convidados especiais que lá marcaram presença destacamos os deputado federais socialistas José Stédile, Vicente Selistre; os deputados estaduais Heitor Schuch PSB, Joao Fischer (fichinha)PP, Ex deputado federal Pompeu de Mattos PDT, Vice Governador Beto Grill, por seu ch. gab. Carlos Orling, e outras lideranças regionais e um imenso inúmeros representantes de autoridades.
Também foi maciça a presença de candidatos a vereador que fazem parte da sólida aliança entre os partidos políticos que compõe a chapa "Esteio merece mais".
Ao final do evento o balanço que ficou é extremamente estimulante. Pois com a casa cheia foi possível observar o quanto nossa população esta mobilizada em busca da mudança. E embora muitos tenham sido obrigados a esperar para poder sentar-se a mesa, este fato não foi motivo de desânimo ou desistência. Pois todos os ali presentes estavam felizes e unidos na esperança de um futuro melhor para nossa querida Esteio.
A todos os que lá foram. Manifesto o mais sincero agradecimento.
Fotos: Carlos Oliveira

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

LANÇADA CAMPANHA ESTEIO MERECE MAIS

VEJA MAIS:


 
ESTEIO MERECE MAIS.

Outras oportunidades vão surgir ao longo da caminhada rumo a vitória.


Alegria tomou conta, junto com otimismo por uma mudança.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Rio dos Sinos mostra seu potencial econômico.

No último ano, quando estive a frente da Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH, tive a oportunidade de receber diversos empresários e políticos interessados na utilização da hidrovia como meio de transporte. Foi neste período que também passei a conhecer um pouco mais e melhor a realidade e o potencial econômico dos nossos rios.
Uma das realidades que me foi apresentada, dizia respeito ao rio dos Sinos. Que embora possuísse uma boa profundidade em seu curso mais baixo. Onde o mesmo deságua no Jacuí, a existência de duas pontes extremamente baixas e sua sinuosidade eram os grandes empecilhos à sua exploração econômica. No entanto esta certeza começou a se desfazer. E tudo isto graças a chegada da balsa "TS 5" da empresa Tranship, do Rio de Janeiro. Em seu convés, a balsa trouxe três peças de grandes dimensões que vão ser empregadas na ampliação da Refinaria Alberto Pasqualini – REFAP. E foi exatamente pelas dimensões que as peças não poderiam ser transportadas por via terrestre sem que a operação tornar-se extremamente lenta, complicada e cara. A missão de levá-la o mais próximo possível do seu local definitivo coube à empresa Tranship. Que por ser especializada no transporte marítimo fez todo o estudo para viabilizar sua navegação pelo rio dos Sinos até o município de Esteio. A partir deste ponto, o transporte terrestre passa para a responsabilidade da empresa Megatranz, de São Paulo.
A chegada da balsa "TS 5" a Porto Alegre trazida pelo rebocador "TS Assanhado" ocorreu no dia 15 de julho.
( veja matéria referente a chegada em :
)

Após atracar no cais Navegantes, do porto de Porto Alegre, ela ali ficou aguardando as condições ideais para subir o rio dos Sinos. A balsa foi preparada para a navegação. E ainda no cais, seu mastro foi cortado para reduzir sua altura. As condições ideais ocorreram na manhã de sábado, dia 21 de julho. E como apoio de dois rebocadores de pequeno porte da Navegação Amandio Rocha e do barco de apoio portuário "Turistinha I" foi feita a epopeia de navegar rio a cima.
O primeiro desafio apresentado foi ultrapassar a ponte ferroviária. Com o auxílio de uma taquara foi feito a medição do calado do rio e da altura existente entre a parte mais baixa da ponte e a água. De posse da informação se realizou o alagamento controlado dos tanques de lastro. Com isto a balsa ficou mais pesada, afundou mais na água e pode passar por debaixo da primeira ponte. A navegação continuou e a cada curva um fato chamou a atenção dos marinheiros experientes da tripulação da Tranship. O calado do rio dos Sinos é parelho entre suas duas margens. Isto possibilita que a balsa vá de uma para a outra margem sem nenhum problema. Dando as guinadas necessárias para melhor posicionar-se para realizar as curvas do sinuoso rio. Na sequência veio a segunda ponte. Desta vez de concreto localizada na BR Tabaí-Canoas. Novamente adotou-se os procedimentos de medição do calado e da altura entre a superfície da água e a parte de baixo da ponte. Novamente o obstáculo foi vencido pela técnica e experiência destes profissionais. E foi assim que a balsa acabou atracando junto ao cais da Comercial de Areias Novo Esteio, já no município de Esteio. E lá ficou atracada a espera da fase seguinte do transporte, ocasião onde seria desembarcada para a terra.
Como podemos ver o rio dos Sinos, apesar de todos os empecilhos, esta por mostrar seu potencial econômico. E mesmo as pontes baixas que limitam em muito sua navegação, não são obstáculo que o torne inviável para os sonhos e as pretensões de políticos e empresários. Com o poder do conhecimento, os engenheiros e técnicos envolvidos neste projeto superaram de forma surpreendente os obstáculos. E estão a nos dar uma lição de como é possível retomar a utilização deste rio tão importante de nosso estado. O certo é que nós também podemos ajudar. Pois não há ponte que não possa ser refeita. Melhor, mais forte e mais alta, a ponto de ampliar em muito a capacidade de navegação pelas águas do Sinos. É com base neste exemplo que devemos lutar para que nossa realidade mude. Dando-nos condições de sermos mais competitivos, e revitalizando nossa economia tão carente nos últimos anos. Quem sabe esta não seja a solução para que as empresas da região do Vale do Rio dos Sinos possam retomar seu crescimento. Todos nós sabemos que um transporte mais barato e eficiente contribui positivamente na redução do custo final de nossa produção. A nossa oportunidade é esta e ela nos foi apresentada. Vamos junto trabalhar de forma positiva e coordenada. Que assim mudaremos a realidade de nossa região. Garantindo um futuro melhor.
Foto 1 – Balsa "TS 5" e rebocador "TS Assanhado" atracados no cais Navegantes do porto de Porto Alegre, a espera do momento de subir rumo ao rio dos Sinos.
Foto 2 – Balsa "TS 5" atracada junto as margens do rio dos Sinos já no município de Esteio.
Foto 3 – Chegada das embarcações de apoio para a manobra de posicionamento da balsa para o desembarque das peças da REFAP.
Foto 4 – A troca de experiência nos enriquece e alarga nosso horizonte.
Foto 5 – A recuperação do potencial hidroviário do rio dos Sinos é possível. E este projeto da Petrobras é a maior prova disso.
Fotos: Carlos Oliveira

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Forte de Copacabana chegou rumo ao Polo Petroquímico de Triunfo.

Chegou na manhã do último domingo (29) o navio tanque "Forte de Copacabana". A embarcação veio diretamente do Rio de Janeiro para o terminal Santa Clara, do Polo Petroquímico de Triunfo. Medindo 124 metros de comprimento e 20 metros de largura, a embarcação foi construída no ano de 2004, pelo Estaleiro Itajaí S/A, do estado de Santa Catarina. Até o ano de 2008 manteve o nome de "Metaltanque V".
Atualmente pertence à Empresa de Navegação Elcano, com sede no Rio de Janeiro, e que é subsidiária da espanhola, Empresa Naviera Elcano S/A. Que foi fundada no ano de 1942 para atuar como empresa de navegação e estaleiro. Desde 1997, após ter sido privatizada, ampliou seus negócios no mundo, elegendo o Brasil um importante parceiro comercial.
Na presente viagem o "Forte de Copacabana" partiu do Rio de Janeiro no dia 27 de julho, chegando dois dias depois a Porto Alegre. Em seus tanques a mesma transporta um carregamento de Gás Liquefeito de Petróleo – GLP. Do qual possui capacidade de transportar até 8.843 toneladas.
Como podemos observar, os estaleiros nacionais possuem plena capacidade de construir os navios que nossa indústria necessita. Quando isto ocorre gera-se não só emprego, mas fortalecemos toda a cadeia produtiva interna. Estimular a indústria nacional é uma obrigação. E não podemos nos iludir com produtos que custam mais baratos, mas que não geram nenhuma vaga para nossos trabalhadores. Pensem nisso!
Foto: Carlos Oliveira

Porto de Estrela embarca farelo de soja para Rio Grande.

Partiu do porto de Estrela, rumo ao terminal de uso privado da empresa Bianchini em Rio Grande, a barcaça graneleira "Trevo Roxo", da Navegação Aliança. Nesta viagem ela esta transportando cerca de 2.800 toneladas de farelo de soja lowpro. Que deve ser embarcada no navio mercante "Serenata" de bandeira panamenha.
O "Serenata" atracou em Rio Grande na tarde de quarta-feira (01) vindo de Rosário – Argentina. E seu próximo destino é o porto holandês de Rotterdam. Medindo 224,94 metros de comprimento e 32,26 metros de largura o navio deve receber 17.500 toneladas de farelo de soja.
Na imagem de arquivo é possível de se ver "Trevo Roxo" então atracado no porto da capital do Estado. Já com relação ao porto de Estrela, saber que o mesmo esta operando é motivo de grande alegria. Não faz muito tempo o baixo nível do rio, associado à necessidade de dragagem era o responsável pela sua maior dificuldade de operação. Por este motivo desejamos muita sorte à administração local. E nos solidarizamos em sua luta por uma política pública capaz de solucionar os problemas de infraestrutura básica para o setor da navegação e portuário. Este é o melhor caminho para garantirmos um futuro melhor para a economia do RS.
Foto: Carlos Oliveira

Trevo Vermelho leva soja que será embarcada para a China.

A barcaça "Trevo Vermelho" de propriedade da Navegação Aliança, partiu na manhã de quinta-feira (02) do terminal de uso privado da empresa Oleoplan, no rio Gravataí com destino a Rio Grande. Lá a barcaça deverá atracar no terminal da empresa Bunge, no Super Porto de Rio Grande, e desembarcar 4.000 toneladas de soja em grão. Concomitantemente se encontra atracado neste terminal o navio egípcio "Wadi Safaga", que mede 228,9 metros de comprimento e possui largura máxima de 32,24 metros. Neste navio está sendo embarcadas 28.671 toneladas de soja em grão cujo destino final é o porto chinês de Qingdao.
Nesta simples viagem do "Trevo Vermelho", esta sendo retirado mais de 133 caminhões de nossas estradas. E que necessariamente teriam de passar pela BR 116 que corta a cidade de Canoas e pela ponte do Guaíba. Nunca é demais frisar que neste ato, a navegação interior mostra muito mais do que sua persistência em continuar atuante, seu valor social. Permitindo que todos nós tenhamos uma via um pouco melhor e mais confortável. Pense nisso, e no quanto é importante termos uma política pública voltada para o setor da navegação.
Foto: Carlos Oliveira

Não podemos continuar apenas a ver navios.


Na terça-feira (31) partiu do porto de Porto Alegre o navio de bandeira turca "Barbaros Kiran". Assim como tantos outros, partiu vazio, sem nada levar em seus porões. Ao passar ao largo da cidade de Guaíba, foram feitas estas duas fotografias aqui vinculadas. E que muito bem se prestam para a reflexão que se segue.
Na primeira vê-se o navio passando com a cidade ao fundo. Do ponto de vista do morador da cidade; ele apenas vê o navio que passa. Seu vínculo com o mesmo é nulo. E o navio não lhe agrega nada de valor.
A segunda imagem foi feita quando o navio passou próximo da fabrica de celulose, cuja produção é voltada para o comércio exterior, mas sua importância econômica transcende ao espaço do município de Guaíba. Já que muitos pequenos produtores plantas árvores especialmente para atender esta importante indústria. E estes agricultores estão espalhados por diversos municípios de nosso rico e belo Estado.
Se para o cidadão comum a navegação é de pouco significado; para o empresário, a situação é bem diferente. Ele sabe que, para exportar, depende do embarque em navios. Não nega que este é o meio de transporte mais econômico e seguro para enviar sua carga. No entanto a realização de um embarque em navio nem sempre é um procedimento fácil. Se algumas empresas possuem terminais de uso privado, isto de deve ao seu esforço próprio. Estas empresas ao assim proceder estão lutando pelo seu crescimento e fortalecimento. Mas por outro lado há um grande número de empresas que não sabem, ou não podem proceder desta forma. E mesmo com a existência de um porto público próximo a elas não embarcam sua carga nos navios. Arcam com os custos e riscos do transporte rodoviário, percorrendo longas distância e comprometendo a integridade de sua carga, sua margem de lucro ou sua competitividade.
Mudar esta situação é fundamental para que possamos crescer, e sermos um Estado mais rico e dinâmico. Aproveitar a estrutura já existente é o mínimo que podemos fazer em curto prazo. Mas para que isto aconteça não podemos nos contentar com o que já existe. Temos de investir recursos humanos e financeiros para que esta estrutura possa funcionar segundo os padrões atuais. Não podemos continuar apenas a ver navios. Temos de nos mexer e investir na qualificação dos nossos portos públicos. Pois eles atendem a todos, sem discriminar tamanho ou poder econômico. Cumprindo sua função social de garantir nosso desenvolvimento socioeconômico. Pense nisso!
Fotos: Carlos Oliveira

Hidrovia interior e sua força econômica.

É inquestionável a força econômica da hidrovia interior de nosso Estado. Nesta quinta-feira (02) se encontra atracado no Terminal Marítimo Luiz Fogliatto S/A, da empresa TERGASA, no Super Porto de Rio Grande a barcaça graneleira "Iracema". Lá ela esta a descarregar 1.067 toneladas de cavacos de madeira. Que foram embarcados no Terminal de Uso Privado (TUP) da empresa Mita no rio Taquari. Mas o que isto tem a ver com nós? Até que ponto este fato é importante para o morador de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo e tantos outros municípios vizinhos?
Para esta pergunta podemos dizer que a "Iracema" também é responsável pelo feito de retirar de nossas tão congestionadas rodovias, mais de 35 caminhões. Quem trafega pela BR116 conhece muito bem o drama resultante do excesso de tráfego pesado. Quem possui uma residência próxima a mesma, sente o grau de poluição decorrente deste tráfego, não só ao varrer sua casa ou apartamento, mas ao assuar o nariz. Quem necessita transportar sua produção para a capital do estado também sofre com os congestionamentos. E com a elevação do custo deste transporte que por ser lento exige mais dos veículos em consumo e desgaste de peças.
É por este motivo que devemos incentivar cada vez mais o uso racional de nossas hidrovias interiores. Pois seu potencial é enorme e seus benefícios ainda maiores. Ter uma política pública para o setor, com investimentos garantidos é o melhor retorno que nossa população pode ter da pesada carga tributária a que estamos todos sujeitos. Pense nisso!
Foto: Carlos Oliveira