Eram 09:10 da manhã de domingo (09/NOV) quando o navio mercante panamenho “Cielo di Tokyo” foi avistado entrando no canal do cristal, já em Porto Alegre. Seu destino era o cais navegantes, do porto da capital do estado. Aonde ele veio a atracar às 10 horas. Em seus porões o “Cielo di Tokyo” trouxe um carregamento estimado em 10.000 toneladas de cloreto de potássio. Que é empregado pela indústria do fertilizante na composição de suas diversas fórmulas.Com 176,85 metros de comprimento e 28,6 metros de largura, o navio esta em nosso estado desde a quinta-feira (23/OUT). Quando ás 02:55 da madrugada fundeou fora da barra do Rio Grande a espera da autorização para entrar. Este fato veio a ocorrer na quarta-feira (05/NOV) quando ás 22:01 o navio finalmente atracou no terminal de uso privado (TUP) da empresa Yara Brasil Fertilizantes. Para realizar a operação de descarga de 13.000 toneladas de cloreto de potássio. Esta operação se encerrou no sábado, e o navio pode partir ás 07 horas da manhã rumo a capital do estado. Vindo a chegar na manhã do dia seguinte.
A espera do navio em Rio Grande, que durou quase duas semanas é o exemplo vivo do que se convencionou chamar de Custo Brasil. Pois pagamos para que o navio ficasse parado sem nada nos beneficiar com isto. Encarecendo o produto por ele transportado. Que terá seu custo repassado aos consumidores. Influenciando na perda de competitividade e comprometendo o desempenho da balança comercial do Brasil. Pois se por um lado o setor produtivo perde este atrativo. Por outro o frete do navio é pago em dólar. Que em última instância sai do saldo de nossa balança comercial. Pensar esta situação é importante. Pois somente assim é que poderemos melhorar o nosso desempenho econômico. Tão abalado pela má gestão de nosso atual governo federal.Muito Obrigado!
Vanderlan Vasconselos
Fotos: Carlos Oliveira
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