
Desta viagem convido o leitor a refletir sobre dois assuntos:
Inicialmente ao papel da nossa navegação interior. Que em suas incansáveis viagens faz um trabalho de Hércules. Transportando milhares e milhares de toneladas a cada viagem. Num verdadeiro trabalho de formiguinha. Cujo valor é inquestionável para a nossa economia.
O segundo ponto diz respeito ao produto trazido pela barcaça graneleira “Frederico Madörin”: o glúten. Como matéria prima ele é utilizado na fabricação de inúmeros alimentos. E ele mostra o quando indústria pode se beneficiar e agregar valor ao produto que ela produz ou exporta. Neste caso quero chamar a atenção para a expressão chave: AGREGAR VALOR. O que nós estamos vendo é que os nossos vizinhos argentinos embora vendam a matéria prima básica trigo. Também vendem a farinha e o glúten. Agregando valor as suas exportações. Pois ao beneficiar o produto, geram empregos no seu país e produzem subprodutos com preço maior do que o da matéria prima inicial.
Já de nossa parte, estamos embarcando milhões de toneladas de soja, arroz e milho a cada ano, sem agregar valor ao nosso produto. Pois não o beneficiamos o suficiente para assim termos um preço maior e melhor para o produto. Saber o porquê isto ocorre é o primeiro passo que nós devemos fazer. Saber como reverter esta situação será o segundo passo. Este é o caminho natural de quem quer ser grande. O nosso produto é alimento. Ele não é supérfluo. Há uma demanda mundial por alimentos, que garante a nós produtores, a existência de compradores no mundo todo. Porque não aproveitarmos esta situação a nosso favor? Para garantirmos o nosso desenvolvimento econômico e social!
É para isto que nós devemos trabalhar. Para que o nosso futuro possa ser muito melhor do que o nosso presente. Com geração de empregos. Sustentado pela venda não só de matéria prima, mas sim por uma produção com valor agregado. Pensem nisso e reflitam sobre o assunto, pois ele é do nosso interesse.
Muito Obrigado!
Vanderlan Vasconselos.
Foto: Carlos Oliveira
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