terça-feira, 28 de outubro de 2014

“BBC Scandinavia” vem buscar transformadores em Porto Alegre.

O navio mercante “BBC Scandinavia” chegou na manhã de domingo (14/SET) a Porto Alegre. Eram 09 horas quando ele foi visto se aproximando da ilha do Presídio. E sua atracação foi concluída às 10:45 daquela manhã com nebulosidade do ar mais elevada. Seu objetivo em Porto Alegre é duplo.



Inicialmente o navio deverá descarregar um transformador produzido pela unidade industrial da empresa Alstom no município de Canoas. A peça que pesa 153,5 toneladas veio de Fortaleza. Para ser reparada e reenviada ao Ceará.

O segundo objetivo é o de carregar 06 transformadores também produzidos pela Alstom. E cujo peso unitário é de 139,35 toneladas. Totalizando 836,1 toneladas no conjunto. Estas peças possuem como porto de  destino o da cidade de Belém do Pará.

Como podemos constatar. A produção industrial gaúcha consegue ir mais longe quando se vale do transporte marítimo. Transportar peças tão grandes por meio rodoviário possui um custo assombroso. E a navegação é sempre um boa solução para quem a busca. É isto que o “BBC Scandinavia” veio fazer aqui em nosso estado. Dar uma solução para que a nossa indústria possa continuar a produzindo.

Fotos: Carlos Oliveira

Barcaça tanque “Guarita” parte de Triunfo rumo a Rio Grande.

Partiu no meio da manhã de sábado (13/SET) do terminal Santa Clara, de propriedade do polo Petroquímico de Triunfo, a barcaça-tanque “Guarita”. Visivelmente bem carregada, ela representa o que há de mais lógico e racional em termos de transporte de grandes volumes a média e longa distância. Já que uma embarcação representa não só mais segurança no transporte, associado a um custo mais baixo, e a uma capacidade maior de transporte de carga. Como também um transporte menos poluente. O que é bom para todo mundo. Já que a poluição atinge a nós de forma igual. Sem distinguir quem é ou não poluidor; quem é mais rico ou mais pobre. A poluição nós respiramos, nós comemos. E ela compromete a nossa saúde inicialmente imperceptível, mas constante. Até que seus sintomas aparecem.

Por este simples motivo, se só existisse ele. Nós já deveríamos incentivar a navegação como meio de transporte preferencial de nossa produção ou da matéria prima que nós necessitamos. Mas como os motivos não se reduzem a isto. Temos de admitir, que a navegação é a melhor forma de transporte. E não podemos continuar a negá-la um papel de destaque no nosso dia-a-dia. Por este motivo convido a todos os eleitores a pensar e refletir se não esta na hora de nós mudarmos. E esta mudança começa pela cobrança de uma política pública séria, eficiente e eficaz para o setor. Pois isto nos faz bem. Porque isto é bom para todos nós. Pensem nisso e me ajudem a levantar esta bandeira.

Muito Obrigado!

Vanderlan Vasconselos

Foto: Carlos Oliveira

Navio mercante “Gdynia” chega da Rússia.

Chegou a Porto Alegre por volta das 09:24 da manhã de sábado (13/SET) o navio mercante “Gdynia”. Com 189,99 metros de comprimento e 28,50 metros de largura. O “Gdynia” esta registrado junto ao porto de Nassau e ostenta a bandeira das Bahamas. O navio foi construído no ano de 2012, pelo estaleiro chinês Xingang Shipbuilding heavy Industry, da cidade de Tianjin. E pertence a empresa Polsteam, cuja sede se localiza na cidade de Szczecin.

A atual viagem do “Gdynia” teve início no porto de St. Petersburgo, na Rússia. Onde o navio esteve sendo carregado entre os dias 31/JUL e 02/AGO. na sequencia ele rumou para o porto de Santos. Sendo que lá atracou na quarta-feira (27/AGO) e partiu no domingo (31/AGO). O próximo porto a fazer escala foi o de Rio Grande. Com sua chegada tendo ocorrido na terça-feira (09/SET) e a partida, rumo a Porto Alegre, em 12/SET, sexta-feira.

Aqui em Porto Alegre o navio atracou no cais Navegantes às 10:35. Para descarregar aproximadamente 8.000 toneladas de cloreto de potássio. Encerando desta forma a viagem que se iniciou na Rússia. E possibilitando que o navio se prepare para a próxima viagem, Onde será novamente carregado.

O importante de ser observado neste texto. É a facilidade com que um produto oriundo do outro lado do mundo chegou até a nossa terra. E que aqui chegou, porque nos temos um porto comercial. E os portos reduzem as distâncias. Permitindo a troca de mercadorias, com geração de renda, emprego e bem-estar econômico e social. Pensem nisso e me ajudem a recuperar o prestígio que o nosso porto já teve. E que nas últimas décadas foi perdida pela falta de uma política para o setor portuário e da navegação.

Muito Obrigado!

Vanderlan Vasconselos.

Foto: Carlos Oliveira

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

“Gas haralambos” descarrega e parte de Canoas.

Eram 09 horas da manhã quando o navio-tanque “Gas Haralambos” iniciou o trabalho de desatracação do Terminal de Gás do Sul – TERGASUL em Canoas. A operação de transferência do gás liquefeito de petróleo – GLP que o navio trouxera já havia terminado. E o fato do navio vir seguido para o terminal é sempre benéfico. Pois as características do mesmo já são de pleno conhecimento do pessoal de terra. O que permite uma maior sincronia no trabalho entre as equipes de terra e de bordo do navio. Que em última instância se traduz em um aumento da segurança operacional.

Mas como foi dito. O navio partiu às 09 horas. E no seu trajeto inicial, após ter passado pelo vão móvel da ponte do Guaíba. O navio navegou um pouco mais devagar. Para poder receber de bordo do barco “Turistinha”. Um barco de apoio recentemente transformado em rebocador. As peças que o mesmo precisava para poder realizar a devida manutenção de seus equipamentos. Estas peças e esta operação só podem ocorrer na área próxima ao porto de Porto Alegre. Pois sendo este um local alfandegado, há um controle maior por parte da Receita Federal do Brasil na operação. Que tem de estar presente vistoriando a sua realização.

Este fato demonstra como são complexas as regras nacionais e internacionais ligadas a navegação. Regras estas, que servem para garantir a segurança do navio. E evitar o contrabando ou o descaminho de produtos e mercadorias. E que fazem parte da realidade do nosso porto. Que para muitos, que não o conhecem, não possui vida ou atividade significativa. Mas para quem o conhece. Ou o acompanha por meio deste blog. É muito mais rico, complexo  e importante do que realmente aparece. Pensem nisso e me ajudem a divulgar a sua importância.

Muito Obrigado!

Vanderlan Vasconselos

Foto: Carlos Oliveira

Navio-tanque “Zeugman” chega para ser carregado.

Assim como no dia anterior, chovia forte às 08:58 da manhã de sexta-feira (12/SET), quando o navio-tanque “Zeugman” chegou a Porto Alegre. Com visibilidade baixa, mal se enxergava o navio. Que recebeu o apoio de um rebocador ao se aproximar do cais Mauá. Antes de poder seguir sua viagem até o terminal Santa Clara, do Polo Petroquímico de Triunfo.

Com 109 metros de comprimento e largura máxima de 16 metros. O “Zeugman” é um navio de bandeira turca. Registrado junto ao porto da cidade de Istambul. E esta fretado a empresa Braskem para realizar viagens entre as suas áreas de interesse. No qual o navio leva parte da produção petroquímica da Braskem. E também pode trazer matéria prima para a mesma, quando isto for conveniente. Normalmente o navio realiza viagens entre Triunfo e Rio Grande. Ocasião quando realiza o escoamento da produção do Polo Petroquímico de Triunfo. E possibilita o armazenamento destes produtos em área da Braskem neste porto. Para que os mesmos possam posteriormente serem reembarcados em navios maiores. Ou, quando é o caso. Transfere diretamente os produtos de seus tanques para os do outro navio. Sempre atracado no referido terminal. Por motivos claros da infraestrutura ali existente e da segurança.

É assim, com viagens constantes, mas em sair muito da região aonde opera. Que o “Zeugman” faz parte de nossa história econômica. Contribuindo para o nosso desenvolvimento. E ao mesmo tempo mostrando o valor e a importância da navegação para um país. Navegação esta que em nosso caso é pequena, diante das nossas necessidades. E que deverá ser tema de uma reflexão mais apurada muito em breve.

Foto: Carlos Oliveira

“Gas Haralambos” chega vindo do Espírito Santo.

Chovia ás 09:26 quando o navio-tanque “Gas Haralambos” se alinhava com o cais Mauá, do Porto de Porto Alegre em sua chegada a capital do Estado. Em seus tanques ele estava trazendo mais um carregamento de gás liquefeito de petróleo – GLP. Produto carregado no terminal de Barra do Riacho. Localizado no estado do Espírito Santo. E onde a PETOBRAS possui uma estrutura toda montada visando o armazenamento e o embarque do produto nos navios-tanques por ela operados.

A atual viagem do “Gas Haralambos” se iniciou neste terminal. No entanto incluiu uma escala no porto do Rio de Janeiro. Fato ocorrido entre os dias 25 e 26 de agosto, respectivamente segunda e terça-feira. Local em que o navio realizou o seu primeiro desembarque. Na sequencia o “Gas Haralambos” seguiu rumo a Rio Grande. Para lá poder acessar Porto Alegre. Tendo como destino final o Terminal de Gás do Sul – TERGASUL. Que se localiza o município de Canoas, as margens do rio Gravataí. Único local apto a receber este tipo de navio para operar esta carga que é imprescindível para nós nos dias de hoje.

Foto: Carlos Oliveira

PARA PENSAR E REFLETIR – Navio mercante “Amanda” chega a Porto Alegre.

Chegou a Porto Alegre às 09:17 da manhã de quarta-feira (10/SET) o navio mercante “Amanda”. Sua atracação junto ao cais Navegantes, se efetivou às 10:45. E em seus porões o navio trouxe um carregamento estimado em 10.000 toneladas de cloreto de potássio. Oriundas do porto de Klaipeda, na lituânia.

E em sua viagem pela costa brasileira, há uma escala no porto de Rio Grande. Aonde o navio atracou no terminal de uso privado (TUP) da empresa Yara Brasil Fertilizantes. Para lá descarregar 35.919 toneladas de cloreto de potássio. Fato ocorrido entre às 10:00 de sábado (30/AGO) e às 19:00 de segunda-feira (08/SET). Só para se ter uma ideia. O calado do navio, ou seja, sua profundidade abaixo da linha d’água na chegada era de 11,02 metros na chegada. Após descarregar estas 35.919 toneladas de cloreto de potássio. Seu calado ficou em 4,08 metros da proa (parte da frente) e 5,05 metros na popa (parte de trás do navio). Que naturalmente é mais pesada por se localizar ali a estrutura do casario da embarcação e a praça de máquinas.

Ao mostrar isto, busco trazer para o leitor a importância de se investir no aprofundamento de nossos canais e do porto em si. Pois quanto mais profundo forem eles. Mais cargas os navios que aqui chegam podem trazer ou levar. E esta maior capacidade serve para atrair mais cargas e mais navios para o porto. Estimulando a economia, agregando novos investimento e gerando mais e mais empregos. Não estou dizendo que nós devemos ter o mesmo calado do terminal localizado na área do Super Porto de Rio Grande. Mas estou buscando dizer, que investir na qualificação da hidrovia é a melhor forma de estimular a nossa economia. E é isto o que falta há muito tempo em nosso estado. Fruto do descaso e desqualificação de nossos governantes com este modal tão importante no âmbito da economia mundial. Mas que aqui não recebe a mínima atenção.

Pensem nisso e me ajudem a levar este tema para o parlamento gaúcho.

Muito Obrigado!

Vanderlan Vasconselos

Foto: Carlos Oliveira

Navio-tanque “Celanova” retorna para carregar em Triunfo.

Retornou a região metropolitana de Porto Alegre, na manhã de quarta-feira (10/SET) o navio-tanque espanhol “Celanova”. Ele que havia ido para Rio Grande a poucos dias, chegou novamente a Porto Alegre às 08:36. Sendo que seu destino é o terminal Santa Clara, de propriedade do Polo Petroquímico de Triunfo. Aonde deverá atracar no píer n[úmero 1. A fim de ser carregado com parte da produção industrial de este complexo petroquímico. Tão importante para a nossa economia. Não só pela geração de receitas, mas principalmente por gerar empregos e auxiliar na diversificação de nossa matriz produtiva. Que encontra nele um excelente fornecedor de matéria prima para diversos segmentos industriais.

Ter a navegação associada e atuando como parceira deste empreendimento. Mostra o quanto é complexa a realidade econômica. E como é importante para nós ter todos os modais desenvolvidos e fortalecidos. Pensem nisso!

Foto: Carlos Oliveira

Corveta “Imperial Marinheiro” parte de Porto Alegre.

Partiu no meio da manhã de terça-feira (09/SET) de Porto Alegre a corveta “Imperial Marinheiro” da Marinha de Guerra. Sua vinda a capital do estado teve como motivo a participação nas festividades da semana da pátria. E culminou com o desfile militar do 7 de Setembro. Que neste ano, por ocorrer às margens do Guaíba, permitiu que a corveta ficasse fundeada ao largo da área do desfile. Ampliando a representatividade da Marinha do Brasil no evento. E possibilitando que o público que foi até a avenida pudesse vê-la.

Com 59 anos de incorporação, a corveta “Imperial Marinheiro” é um símbolo de resistência nos dias de hoje. Construída na década de 1950. Seu projeto visava um navio robusto e forte para enfrentar mares agitados, pequeno em suas dimensões e versátil nas missões a que seria designado. Características que facilitaram seu emprego em missões de patrulha e salvamento. Tão necessárias tanto naquela época e ainda hoje. Sendo que a sua capacidade de realizar reboque era e ainda é, um fator determinante para a sua valorização.

Com desenho antigo e bonito. Do qual os navios de hoje não possuem mais. Sua vida ativa esta chegando ao fim. E certamente quando o navio vir a dar baixa. Será muito bem lembrado por todos aqueles que o conheceram. E reconhecem o seu valor.

Foto: Carlos Oliveira

Rebocador “Grega XXI” entra em operação.

O rebocador “Grega XXI” iniciou seu novo ciclo de operações. Com o serviço de revisão completado. Ele partiu no início da tarde de terça-feira (09/SET) sua viagem rumo ao porto de Rio Grande. De onde deverá ser empregado pela empresa Grega Shipping, sua proprietária.

A Grega Shipping é uma empresa com sede em Porto Alegre que possui balsas em sua frota. Com a aquisição e reforma do rebocador. Ela pretende reduzir os custos operacionais. Que até então exigiam a contratação de rebocadores privados para auxiliar na locomoção de suas balsas. Fato que encarecia o seu serviço e reduzia sua lucratividade. Agora a expectativa é de que a empresa possa se tornar mais competitiva. Fato sempre benéfico para quem precisa do serviço de transporte marítimo/fluvial.

Finalizo aproveitando para parabenizar a empresa. Pois o seu fortalecimento também é o da navegação gaúcha. E é isto que nós precisamos para poder crescer econômica e socialmente.

Vanderlan Vasconselos

Foto: Carlos Oliveira

Barcaça graneleira “Piratini” transporta fertilizante.

A barcaça graneleira “Piratini” de propriedade da empresa Frota de Petroleiros do Sul – PETROSUL atracou na terça-feira (09/SET) no cais navegantes do porto de Porto Alegre. Em seus porões a embarcação estava transportando 4.958,8 toneladas do fertilizante NP1144. Esta barcaça, que foi a última incorporada a frota da PETROSUL, trouxe um volume considerado de carga. Comprovando mais uma vez a capacidade das nossas empresas de navegação interior de transportar. Por este fato, e pela importância que este seguimento possui. Eu faço questão de divulgar as viagens realizadas pelas embarcações. Como forma de estimular a curiosidade do leitor empresário. Que muitas vezes não tem a coragem de entrar em contato com uma das empresas de navegação para buscar informações sobre como funciona o setor. Esta barreira tem de ser quebrada. Para que mais e mais empresas passem a se valer do serviço oferecido pelas empresas de navegação. Que assim se fortalecem, podem crescer, e oferecer um serviço sempre com melhor qualidade e com preços mais baixos do que o dos outros modais existentes.

Foto: Carlos Oliveira

“Germano Becker” chega com fertilizante.

Chegou e atracou no cais Navegantes, do porto de Porto Alegre, na segunda-feira (08/SET) a barcaça graneleira “Germano Becker”. A embarcação de propriedade da Navegação Aliança, trouxe em porões um carregamento estimado em 5.040,42 toneladas de super fosfato triplo – TSP. Que foi embarcado no porto da cidade de Rio Grande.

Quero fazer uma observação, que julgo importante. É que o volume trazido representa um valor muito expressivo para a navegação interior. Em alguns casos, nós já registramos navios mercantes de longo curso, que aqui chegaram com volume inferior a este. É claro que cada caso é um caso. E muitas vezes não compensa retirar a carga de uma embarcação para passar para outra. O custo é muito grande. Valendo a pena enviar uma embarcação maior com menos carga. No entanto nós temos de ter em mente que a navegação interior possui uma capacidade de transporte muito boa. E não podemos desprezar ou deixar de aproveitar esta capacidade de transporte.

Foto: Carlos Oliveira

“Trevo Norte” retorna com carregamento de fertilizantes.

A barcaça graneleira “Trevo Norte” de propriedade da Navegação Aliança, retornou a Porto Alegre com um carregamento de fertilizantes. Sua atracação no cais Navegantes, do porto da capital do estado ocorreu no domingo (07/SET) e em seus porões vieram 1.700 toneladas de ureia; 850 toneladas de NP22 e 850,26 toneladas de CAN. Este conjunto de produtos foi o diferencial da viagem. Que normalmente se caracteriza pelo transporte de um único produto. E deste fato nós podemos compreender, como o atendimento às necessidades específicas do pedido de um cliente. Que não possui a necessidade ou a condição de adquirir um produto em grande quantidade, mas sim um volume específico. Também é possível identificar a capacidade das embarcações de transportar mais de um produto, cada qual em seu respectivo porão. E com isto poder atender as demandas de um ou mais clientes. Esta capacidade é muito interessante de ser destacada. Pois muitos empresários pensam que por não poderem comprar uma carga muito grande, não podem utilizar uma embarcação. E ao não fazer isto, acaba optando por outras formas de transporte. Cujo custo acaba sendo muito mais elevado do que o apresentado pela navegação.

Foto: Carlos Oliveira

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

07 de Setembro – Dia da Independência do Brasil

Neste ano de 2014 o Dia da Independência caiu no domingo. E eu aproveito para convidar o leitor a fazer uma reflexão sobre o significado da data. Há anos o significado da palavra INDEPENDÊNCIA era questionado. Com podemos ser independentes e ao mesmo tempo dependermos tanto dos outros países. Uma explicação fazia referência de independência política nossa com relação a Portugal. Mesmo considerando que para obtê-la isto tenha sido a base da dependência econômica. Que inicialmente foi forte com relação ao Reino Unido, e depois passou a ser para com os Estados Unidos.



Nos dias de hoje esta situação não é mais tão abordada por este aspecto. E isto se deve ao fato de, a partir do Plano Real, a estabilidade econômica ter criado uma nova realidade. Muito mais clara e tranquila. E menos marcada pelos sucessivos planos econômicos tão comuns até então.

Mas mesmo sob o efeito de tudo o que é bom, que esta estabilidade econômica nos trouxe. Nós ainda somos um país extremamente dependente. E isto se deve porque nós não fizemos o nosso tema de casa. A marinha mercante brasileira é nos dias de hoje muito pequena. E isto nos obriga a contratarmos o serviço de empresas estrangeiras. Pagando em dólar por um serviço que poderíamos fazer, nós mesmos. Levando a nossa produção para os nossos clientes e trazendo de lá, o que necessitamos para continuar a produzir. Mas isto não ocorre. E não há sinal de que esta situação vá mudar. E isto se deve a falta de uma política nacional que estimule e ao mesmo tempo proteja o setor de transporte naval brasileiro.

Por outro lado todo o processo de ressurgimento da construção naval esta voltado a um único e exclusivo cliente: a PETROBRAS. E quando este cliente, que esta sendo muito mal administrado pelo atual governo deixar de ser cliente. Como é que o setor da construção naval vai conseguir se manter?

A falta de uma política para o setor do transporte naval. Seja ele o da navegação interior como o da navegação de longo curso é uma falha inexplicável para o nosso país. Pois todos nós sabemos que o Brasil é um país produtor agrícola. E para transportar esta produção nós precisamos de muitos navios. E como nós não os temos, estamos sempre sujeitos a dependência externa. Que cobra um preço muito caro. Sem nada dar em troca para nós. Já que seus navios são construídos no exterior. Gerando emprego lá fora. Por outro lado, por serem empresas com sede em outros países, não pagam impostos aqui. Não possuem funcionários aqui. E o rico dinheiro que o trabalhador brasileiro dá duro para conseguir. Se vai para o exterior de mão beijada.

Ter uma política voltada para o incentivo a construção naval é bom. Ter uma política que incentive as empresas de navegação nacional é muito bom. Ter uma política de proteja as nossas empresas de transporte naval é o ideal para que elas possam se fortalecer. E com o tempo superar toda a dificuldade imposta pelas grandes empresas do setor que operam no mundo. Pois sem este apoio e esta proteção, elas nunca vão prosperar. Nem o Brasil conseguirá ser independente.

Pensem nisso!

Vanderlan Vasconselos

Fotos: Carlos Oliveira

“Taurogas” parte carregado de Triunfo rumo a Argentina.

Eram 11 horas da manhã de céu encoberto de domingo (07/SET) quando o navio-tanque de bandeira panamenha “Taurogas” passou por Porto Alegre. Vindo do terminal Santa Clara, de onde partiu. Seu destino era o porto de San Lorenzo, as margens do rio Paraná, no interior da Argentina. Mostrando com isto o quanto a navegação pode nos aproximar dos outros países. Superando dificuldades que os outros meios de transporte enfrentam Com a burocracia na fronteira entre os países.

A navegação é uma meio muito eficiente de reduzir as distâncias. Não só pela sua capacidade de transporte grandes volumes a longa distância. Mas principalmente pelo fato dela possuir um frete mais econômico. E com isto, poder manter a nossa competitividade nos mais distantes destinos. Fator essencial para que possamos conquistar novos clientes ou manter os já existentes.

Pensem nisso e me ajudem a difundir este assunto. Ele é importante para todos nós. Mesmo quando nós não percebemos uma ligação direta com a nossa vida.

Muito Obrigado!

Vanderlan Vasconselos

Foto: Carlos Oliveira