terça-feira, 10 de julho de 2012

Após ficar fundeado por uma noite, parte navio mercante “Nikos N”.


O navio mercante “Nikos N” partiu vazio do porto de Porto Alegre na manhã chuvosa desta terça-feira (10). A embarcação que teve de ficar fundeada na área “Bravo”, que se localiza em frente ao Cais Mauá iniciou a manobra de giro por volta da 8h10min. Para tanto contou com o apoio de dois rebocadores da empresa Navegação Amandio Rocha – NAR, que presta este tipo de serviço junto ao porto da capital. Sendo que, às 8h25min o “Nikos N” já se encontrava navegando em frente a ponta do Gasômetro, rumo a Lagoa dos Patos.

Oportunidades como esta é um bom momento para se discutir e evidenciar as dificuldades que a atividade portuária e de navegação enfrentam. A discussão serve para mostrar onde é necessário um esforço do serviço público no intuito de dar maior agilidade e fluidez ao processo. Cujos resultados econômicos vêm em benefício de todo o Estado do RS.

Em se tratando do porto de Porto Alegre, é comum escutarmos que o mesmo é pouco utilizado devido sua longa distância do mar. E que com relação a isto, os navios preferem atracar no porto de Rio Grande. Nesta linha de raciocínio se faz referência ao fato do navio ter de gastar um dia para fazer o trajeto entre Rio Grande – Porto Alegre e outro no retorno. Muitos afirmam que a falta de sinalização adequada é o principal motivo a impedir que este trajeto seja realizado também no turno da noite. Fato que acarretaria numa redução significativa no tempo de viagem. Tornando nosso porto mais atrativo economicamente.

O certo é que mesmo que a sinalização estivesse toda ela no “estado da arte”, ou seja, equipada com o que há de melhor e mais moderno. Ainda assim a navegação sofreria restrições no turno da noite. E isto pelo fato da mesma não se enquadrar nas exigências referentes à largura dos canais artificiais e ao ângulo de algumas de suas curvas.

Atualmente nossos canais, que foram projetados segundo os padrões do início do século passado possuem 80 metros de largura. Já os navios mercantes de longo curso que aqui aportam exigiriam canais com aproximadamente 200 metros de largura. E esta exigência visa apenas possibilitar que os mesmos possam se cruzar sem que haja risco a sua segurança e a da manutenção do canal desobstruído em caso de acidente. Para quem desconhece o assunto, se antes as embarcações possuíam no máximo 15 metros de largura, hoje é comum navios atracarem em Porto Alegre com largura superior a 32 metros. Considerando o cruzamento entre dois navios com esta largura num canal de no máximo 80 metros, a distância entre as embarcações ou destas para as bordas do canal fica perigosamente reduzida. E a não ocorrência de um acidente é pura questão de sorte e perícia de seus condutores. Não foi por nada que neste ano o navio “Pomorze” ficou por duas semanas encalhado próximo ao Farol de Itapuã. Neste caso o encalhe ocorreu quando do cruzamento do navio “Pomorze” com o navio “Santa Ines SW”.
Veja mais nos links:
http://vcvesteio.blogspot.com.br/2012/04/apos-desencalhe-navio-mercante-pomorze.html%20e%20http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=168&Caderno=0&Noticia=402937

Como podemos ver discutir os problemas não é criticar pura e simplesmente. Pois se cabe ao Estado dar condições de pleno desenvolvimento de nossa economia, como meio de garantir o bem-estar social. O levantamento de questões críticas é parte integrante deste processo. Não podemos e nem devemos nos contentar com discursos otimistas, mas que de concreto muito pouco agregam à modernização de nosso Estado. Espero que este texto seja mais um a contribuir para a melhoria de nosso futuro. Pois este é seu objetivo maior.

Fotos: Carlos Oliveira

Investir na hidrovia é garantir maior segurança à mesma.


Imagine uma estrada que não possua pintura delimitando a divisão entre as pistas ou seu término junto a área do acostamento. Imagine que esta rodovia também não possui placas com capacidade de refletir sua informação quando iluminadas pelos faróis dos veículos. Uma rodovia nestas condições, mesmo não possuindo buracos, seria por demais perigosa para se trafegar durante o dia. Quem dirá a noite.

Pois o mesmo ocorre com a hidrovia. Esta necessita de uma série de equipamentos que servem para bem orientar os comandantes dos navios que nela transitam. Saber qual é o caminho seguro é fundamental para os navegantes. Pois diferente de uma estrada, na água o caminho esta escondido sob sua superfície. E é impossível de se vê-lo se o mesmo não estiver devidamente sinalizado. E isto se consegue quando se têm faróis, faroletes, boias luminosas, boias cegas adequadas e funcionando. Todos estes itens têm de estar devidamente registrados numa carta náutica, que é o mapa impresso assim como os mapas rodoviários.

Como se não bastasse isto, também temos as condições climáticas adversas, como uma chuva forte ou um nevoeiro espesso. Que reduzem a visibilidade, mesma à obtida com o auxílio dos mais modernos equipamentos.

Um fato que nos atinge muito nesta época do ano são os nevoeiros. Surgidos com extrema rapidez, eles são uma tormenta para os navios assim como para os veículos e as aeronaves. Na semana passada a ocorrência de um nevoeiro na terça-feira (04) retardou a entrada do navio mercante “Nikos N” por toda a amanhã. A embarcação ficou retida, por motivos de segurança, na área de fundeio “alfa”, da lagoa dos Patos, próximo ao farol de Itapuã. Somente após a dissipação do mesmo é que o navio iniciou sua navegação rumo ao porto de Porto Alegre. Finalizando sua atracação às 15h30min quando o normal seria por volta da 11 horas da manhã. Já no dia de hoje (09) o “Nikos N” após partir do porto também não pode seguir viagem. Teve de fundear na área “bravo”, em frente ao Cais Mauá. Desta vez o motivo é a restrição à navegação no período noturno para navios de médio e grande porte. E isto se deve não só a limitações da nossa sinalização, mas às dimensões de nossa hidrovia. Que segundo as normas internacionais é por demais estreita para navios de médio e grande porte.

Em vista desta realidade, podemos concluir que embora a hidrovia seja a rota mais segura de se utilizar no transporte de cargas, ela exige investimentos. No entanto, diferentemente das rodovias, o investimento na hidrovia é capaz de dar um retorno muito maior no volume de carga transportado. Sem falar que sua manutenção e conservação é bem menos cara. Logo investir na hidrovia significa dar-lhe maior segurança. E consequentemente garantir ao erário público uma economia de recursos. Pois com uma fração do 1 bilhão gasto anualmente na conservação e ampliação de nossa malha rodoviária pública, e neste valor não estão incluídos os recursos privados das rodovias pedagiadas, seria possível de se fazer uma hidrovia nova e moderna. Capaz de garantir a navegação durante o dia e durante a noite. Dando uma dinâmica nova para o setor e incentivando-o a captar mais carga. Reduzindo significativamente o volume de veículos pesados e de cargas transportadas pelas rodovias. Cujo reflexo se dará na redução do seu desgaste, logo no valor gasto para sua manutenção.

Sendo assim fica esta ideia para reflexão de todos. E quem sabe um dia, nossa hidrovia passe a ser vista com outros olhos e ganhe uma política pública séria que a transforme em algo ainda melhor.

Foto 1 - Nevoeiro se formando rapidamente na região do centro de Porto Alegre.

Foto 2 - A baixa visibilidade da área atingida pelo denso nevoeiro contrasta com o céu limpo localizado pouco acima do navio com produtos químicos.

Fotos: Carlos Oliveira

Retornou ao Polo Petroquímico de Triunfo o navio-tanque “Celanova”.


Retornou na manhã desta segunda-feira (09) o navio-tanque espanhol “Celanova”. A embarcação que já esteve este ano no Estado, faz a ligação entre o Polo Petroquímico de Triunfo e os Estado Unidos. Para onde o polo exporta parte de sua produção. Com 120 metros de comprimento e 20 metros de largura, da última vez que aqui esteve, o “Celanova” embarcou 2 mil toneladas de hidrocarboneto C4. Realizando parte da operação no Terminal Santa Clara e outra parte no Terminal Petroleiro do Super Porto de Rio Grande. A tendência é que este tipo de operação tenha um incremento, pois recentemente o Polo Petroquímico de Triunfo antecipou o inicio das operações em escala industrial de sua nova planta. Aproveitando, com este fato, o bom preço atual no mercado internacional.

Atitudes como esta é que nos mostram o quanto é importante um planejamento de longo prazo. Possibilitando não só que os investimentos sejam feitos no tempo correto, com a devida agilidade que lhe é necessária; mas que quando o mesmo esteja concluído possa dar o retorno desejado inicialmente. Justificando plenamente o dinheiro gasto em sua implantação.

Quem sabe um dia o serviço público possa ser gerenciado desta forma. Garantindo a população um retorno produtivo e satisfatório dos impostos pagos. Não podemos mais admitir que o Estado arrecade cada vez mais impostos e seu retorno seja tão fraco naquilo que é seu dever constitucional como saúde, educação, segurança pública, apenas para citar alguns casos.

Fotos: Carlos Oliveira

segunda-feira, 9 de julho de 2012

D & F Logística trás navio mercante “Merganser”.


 Por intermédio da operadora portuária D&F Logística, chegou na manhã desta segunda-feira (09) o navio mercante cipriota “Merganser”. A embarcação cujo comprimento total é de 177,4 metros e possui largura máxima de 28,2 metros pertence ao armador Grante Mare Navigation.

Sua viagem iniciou-se no porto indonésio de Bontang. E antes de chegar a capital do Estado fez uma escala no porto de Rio Grande. Lá a mesma chegou no dia 14/6 ocasião em que fundeou fora da barra a espera de vaga para descarregar no terminal da empresa Yara. Sua atracação veio a ocorrer no dia 29/6, às 9:15 para descarregar 23.406 toneladas de ureia. Após concluída a operação o “Merganser” foi para o Porto Novo (RG) com a finalidade de descarregar mais 6 mil toneladas de ureia. Este fato ocorreu às 23 horas do dia 01/07. Agora ele chega a Porto Alegre onde deve descarregar cerca de 8.200 toneladas de ureia.

Como já comentamos anteriormente a espera dos navios para poderem descarregar em nossos portos são uma das causas do encarecimento os produtos por eles transportados. Seja no embarque como no desembarque. Este encarecimento recebe o nome de custo Brasil. E é o maior dos desafios que temos de combater, pois quando enviamos nossa produção, este custo a mais a torna menos competitiva no mercado externo. Comprometendo todo o trabalho desenvolvido pelo setor produtivo. Já quando nós importamos produtos ou matérias-primas o encarecimento recai sobre o consumidor brasileiro. Investir nos portos é a chave para solucionar este problema. Que também existe no porto de Rio Grande e no de Porto Alegre, se bem que em menor escala.

No caso específico do porto da capital, que é divulgado como sendo o maior porto fluvial do Brasil. Com mais de 8 quilômetros de extensão, mas que na realidade não opera com mais de três navios de médio porte concomitantemente. E que só possui dois guindastes capazes de atender a demanda dos navios que não dispõe deste equipamento. A necessidade de investimento é fundamental para torná-lo comercialmente viável. Do contrário corremos o sério risco de comprometê-lo ainda mais, naquele que é seu objetivo fim, de servir como porto. E que nos foi dado, por concessão do Governo Federal a autorização para explorá-lo em seu nome.

Embora este comentário possa parecer crítico por demais, ele é verdadeiro. E não podemos nos enganar, nem aos nossos governantes. Pois quem perde é o Estado do Rio Grande do Sul. Que deixa de produzir riquezas e de gerar empregos.

Fotos: Carlos Oliveira

Lugar de carga perigosa é na hidrovia


Passou por Porto Alegre na manhã deste domingo (08), duas embarcações tanque destinadas ao transporte de Gás Liquefeito de Petróleo – GLP.

A primeira embarcação foi o navio-tanque “Guaporé, de bandeira brasileira e pertencente a Petrobras. Que saiu do terminal de uso privado localizado no rio Gravataí. E que é especializado na operação com GLP, destinado ao fornecimento de gás de cozinha para todo o Estado do Rio Grande do Sul.
Na sequência foi a vez do navio-tanque “Rheingas”, este de bandeira liberiana, chegar rumo ao terminal Santa Clara, localizado no Polo Petroquímico de Triunfo. O “Rheingas” vem do porto do Rio de Janeiro – RJ, sendo que anteriormente o mesmo esteve no porto de Aratu – BA.
Este fato nos mostra o quanto a hidrovia é importante para o transporte de forma segura do GLP. Um produto altamente inflamável, fato que exige muito cuidado e atenção no seu acondicionamento, transporte e manuseio. E que ao ser transportado pelo mar ou pela hidrovia evita a exposição de situações perigosas à população. Aliado a este fato, temos o baixo custo do seu frete, se comparado ao modal rodoviário. E ao fato de que por ser um gás, acondicionado em altíssima pressão, exige que seus tanques sejam feitos com aço especial. Fato que é inviável economicamente de se fazer com caminhões ou vagões de trem. O volume também é expressivo, não recomendando seu transporte por via rodoviária.
Fotos: Carlos Oliveira

Atraca em Porto Alegre navio italiano “Miss Simona”.


Na manhã deste domingo, atracou no porto de Porto Alegre o navio de bandeira italiana “Miss Simona”. Pertencente a empresa Perseveranza Di Navigazione, da cidade de Napole, o navio foi construído em 2010 pelo estaleiro SPP Shipbuilding Tongyuong Shipyard, da cidade deTongyoung, na Coréia do Sul. Sendo a embarcação de número H4026 a ser construída por este estaleiro. Medindo 180 metros de comprimento e possuindo largura máxima de 30 metros, a embarcação possui cinco porões para o transporte de carga. Sendo seguinte a capacidade dos mesmos: porão No. 1 – 8.370,1 m³; porão No. 2 – 10.263,1 m³; porão No. 3 – 10.294,6 m³; porão No. 4 – 10.306 m³ e porão No. 5 – 9.532 m³. O “Miss Simona” veio com um carregamento de 10 mil toneladas de sal marinho oriunda do porto de Areia Branca – RN. A embarcação também possui quatro guindastes com capacidade de até 35 toneladas cada. Sua última escala antes de chegar a capital do Estado foi no porto de Paranaguá, onde esteve entre os dias 30/06 e 05/06.
Foto: Carlos Oliveira

sábado, 7 de julho de 2012

“Prof. David Cunha” embarca carga de trigo.


A barcaça graneleira “Prof. David Cunha” de propriedade da empresa Frota de Petroleiros do Sul – Petrosul, se encontra atracado no Terminal Marítimo Luiz Foglia – Termana, do Super Porto de Rio Grande. Lá a embarcação descarregou cerca de 5.500 toneladas de Fosfato Monoamonico granulado (MAP) pertencente a empresa Nidera Sementes Ltda. Após concluída a operação a barcaça será limpa e preparada para receber um carregamento de trigo. Em operação de transbordo de carga proveniente do navio mercante “UBC Saiki”. Este mercante já se encontra atracado no mesmo terminal e sua operação de descarga vai totalizar 28 mil toneladas de trigo provenientes do porto de San Lorenzo, na Argentina. Depois de concluída esta operação o navio de bandeira cipriota, que mede cerca de 171,64 metros de comprimento e possui largura máxima de 27 metros partirá em viagem rumo ao porto holandês de Roterdam.

Como podemos ver, a navegação interior cumpre parte do seu propósito ao transportar produtos e mercadorias entre nossos portos e terminais. Retira das estradas veículos pesados, reduz o nível de poluição e reduz principalmente nosso custo de vida. Graças a isto temos um Rio grande melhor. E quem sabe o mesmo possa ser muito melhor no futuro.

Foto: Carlos Oliveira

A importância dos terminais de contêineres para nossa economia.


O nosso Estado possui no Terminal de Contêiner de Rio Grande – TECON Rio Grande S.A., seu único terminal especializado capaz de enviar nossa produção por meio de contêineres para o resto do Brasil e do mundo, a baixo custo.

Há alguns anos, existiu uma movimentação tímida de contêineres em Porto Alegre, depois substituída pelo Terminal Santa Clara, do Polo Petroquímico de Triunfo, e que hoje não existe mais. Esta falta de opção demonstra como é frágil nossa política para o setor, se é que ela realmente existe. Pois não podemos alimentar o terminal de Rio Grande com contêineres transportados por via hidroviária; nem podemos embarcá-los diretamente para outros portos do Brasil e exterior, a não ser pelo TECON Rio Grande. Este fato resulta num alto custo de transporte dos nossa produção até Rio Grande. O que faz com que seja mais econômico, em alguns casos, enviá-la via rodoviária para o Estado de Santa Catarina e de lá embarcarmos nos grandes navios porta-contêineres.

Na falta de projetos realistas e viáveis, nos contentamos com discursos visionários. Distantes da realidade e que em nada contribuem para a solução de nosso problema de logística. Nossos rios, lagos e lagoas continuam sendo pouco explorados; e nossas rodovias cada vez mais cheias de veículos pesados. Causando um desgaste excessivo das mesmas, exigindo mais e mais recursos para sua manutenção. Sem que nunca consigamos tê-las no padrão desejado de segurança e conforto.

Veja o caso que esta ocorrendo agora no porto de Rio Grande. Lá estão atracados dois navios especializados neste tipo de transporte, são eles: “Zim Monaco” e o “Maersk Liquen”.

O “Zim Monaco” é um navio com 260 metros de comprimento e 32,25 metros de largura, e que possui bandeira registrada na pequena ilha mediterrânica de Malta. Em sua viagem atual o mesmo veio do porto de Montevidéo no Uruguai e segue para o porto de Itajaí em Santa Catarina. No nosso porto ele esta carregando 80 contêineres de 20 pés e mais 150 de 40 pés cheios. Sem falar no embarque de mais 100 contêineres de 40 pés vazios. Por sua vez também aproveita para descarregar 60 contêineres de 20 pés e 120 de 40 pés cheios. São produtos que enviamos e recebemos de outros portos.

Já o “Maersk Liquen” é uma embarcação bem maior. Mede 299 metros de comprimento e sua largura chega a 45,20 metros sendo que ele esta registrado nas Ilhas Marshall. Sua atual viagem também inclui uma escala no porto uruguaio de Montevidéo, e seu próximo porto será o de Itapuã, na Bahia. Em Rio Grande o navio deve descarregar 230 contêineres vazios de 40 pés, e irá embarcar 322 cheios de igual tamanho.

Por pertencerem a empresas diferentes, os navios cumprem rotas distintas e atendem as necessidades específicas de seus clientes. Conhecer a existência destas empresas e das opções que elas nos apresentam é vital para nossos empresários poderem ter atendidos seus desejos e suas necessidades. Dar divulgação para eles é o mínimo que devemos fazer. Pois caso contrário, perderemos cargas para outros portos que sabem divulgar seus potenciais e seus recursos.

Lutar pela melhor utilização e fortalecimento das nossas hidrovias é lutar pelo nosso crescimento socioeconômico. Pois além de termos um meio de transporte mais econômico e barato, para escoarmos nossa produção ou recebermos nossas encomendas; teremos um Rio Grande melhor. Com ar mais puro, menos poluição e com custo de vida muitíssimo menor. E este benefício não esta restrito apenas aos municípios e as populações ribeirinhas. Ele é geral, e se estende a toda população do nosso Estado.

Foto: Carlos Oliveira

“Van Star” atracou com carga vinda do Canadá.


O navio mercante “Van Star”, de bandeira chinesa, atracou na manhã de quinta-feira (05) com um carregamento de 10 mil toneladas de insumos para a indústria de fertilizantes. Medindo 199,98 metros de comprimento e com largura máxima de 32,24 metros o navio passou 28 dias esperando para atracar no porto de Santos. Esta espera que ocorreu entre a manhã do dia 9/6/2012 até a noite do dia 27/6/2012 foi influencia não só pelo grande movimento do maior porto brasileiro, mas também pela paralisação realizado pelos 7 mil trabalhadores avulsos santistas. Após sua entrada o navio atracou no terminal da empresa Cargil onde estava prevista sua operação de descarga até a noite do dia 30/6/2012. Concluído seu descarregamento para este porto o navio seguiu rumo a capital do RS. O porto de Porto Alegre é o segundo e último desta viagem pelo Brasil, que se iniciou na cidade canadense de Vancouver.

O “Van star” foi construído no ano de 2011, o que o torna um navio extremamente novo. Isto ocorreu no estaleiro Shin Kasado Dockyard, da cidade japonesa de Kudamatsu. Seu armador é a empresa Northstar Shipmanagement, com sede na cidade de Hong Kong, China.

Como podemos ver, dois são os fatos marcantes relacionados ao “Van Star”. O primeiro é sua demora em atracar e descarregar nos portos brasileiros. Fato que sem dúvida encarece sua viagem e acarreta aos importadores, que o alugaram, um custo muito maior do que o planejado. Custo este que será necessariamente repassado à cadeia produtiva.

Já como segundo fato, devemos destacar sua baixa idade. Um indicativo da grande dinâmica da construção naval atual. E que desejamos possa ser aproveitada também pela indústria de construção naval brasileira. Pois não podemos ficar na dependência única e exclusiva de um único projeto, financiado com recursos públicos e que visa atender a Petrobras e ao pré-sal. Temos de conquistar novos mercados, novos clientes, pois somente assim a indústria naval obterá o sucesso e terá vida longa.

Foto: Carlos Oliveira

quinta-feira, 5 de julho de 2012

E VAMOS EM FRENTE


DEPUTADO FEDERAL VICENTE SELISTRE TUDO A VER COM VALE DOS SINOS.

Nesta terça-feira (03), primeiro suplente a deputado federal no RS tomou posse.
"A política existe para defender os valores da vida, da igualdade e da felicidade entre os seres humanos. Estou na política porque acredito que estes valores são alcançáveis e um direito de todos. É preciso mudar, é possível mudar”, disse o vice-presidente nacional da CTB, Vicente Selistre.

Vicente toma posse em Brasília


Vice-presidente nacional da CTB assume e discursa em defesa dos trabalhadores defendendo o fim do Fator Previdenciário e as 40 horas semanais.

Na tarde de terça-feira (03.07) no Congresso Nacional, o deputado Vicente Selistre (PSB/RS) tomou posse numa cerimônia rápida com a presença de diversas lideranças do PSB nacional em especial da SSB - Sindicalismo Socialista Brasileiro. O deputado Vicente Selistre já mostrou seu estilo forte e utilizou a tribuna num discurso contundente em defesa do fim do Fator Previdenciário, uma luta antiga dos trabalhadores que através deste dispositivo são prejudicados com relação a aposentadoria. O deputado Campo-bonense também fez uma defesa do projeto que estabelece 40 horas semanais. Conforme Selistre as 40 horas semanais vão gerar mais emprego no Brasil, beneficiando os trabalhadores.
O deputado Vicente Selistre também elogiou a conduta da deputada Manuela D’Avila (PC do B) que se licenciou da vaga mesmo não havendo necessidade legal, mas demonstrou sintonia e sensibilidade, cedendo espaço para o primeiro suplente. A deputada do PC do B é candidata a prefeita em Porto Alegre. Vicente também é vice-presidente nacional da CTB e presidente do Sindicato dos Sapateiros de Campo Bom, deve permanecer na Câmara dos Deputados até o final de outubro, sendo que se Manuela vencer a eleição na capital ou Assis Mello vencer o pleito em Caxias do Sul aí sim o campo-bonense permanecerá por mais dois anos no parlamento.

Uma voz em defesa do sapato e do sapateiro no Congresso Nacional

O deputado socialista também salientou que sua atuação na Câmara Federal será na defesa da pauta de lutas dos trabalhadores, bem como, acompanhar projetos que estão em andamento e ingressar com outros projetos. Vicente ainda observa que pretende que pretende ser uma voz em defesa do sapato e do sapateiro, buscando soluções para as crises cíclicas que o setor coureiro calçadista enfrenta, o que acarreta sempre em fechamento de postos de trabalho e sérios problemas sociais causados pelo desemprego. “Na Câmara dos Deputados nós vamos defender a região sapateira, mas também queremos debater os temas referentes a luta dos trabalhadores como redução da carga horária, fim do Fator Previdenciário, licenças e outras pautas que defendemos. Também vamos reforçar a luta do PSB do Rio Grande do Sul”, finaliza Vicente Selistre; deputado Federal (PSB/RS).

Foto: O sapateiro deputado assumiu a Câmara Federal e já defendeu o fim do fator Previdenciário e as 40 horas semanais, além da defesa do sapato e do sapateiro.

VAZAMENTO NA CANALIZAÇÃO


No lado de Esteio.
Neste momento, está acontecendo um vazamento na canalização junto da obra na divisa entre Canoas e Esteio ao lado da Petrobrás.
Funcionários dizem ser água.

UM SOCIALISTA PARA FENADOCE. VAMOS EM FRENTE CATARINA.


ESTEIO - ENTULHO NO CORACAO


Alguém pode explicar?