A Marinha do Brasil interditou a navegação no trecho entre o porto de Porto Alegre e o canal Santa Clara, que dá acesso ao Polo Petroquímico de Triunfo. O motivo pelo qual a Autoridade Marítima tomou esta decisão, é o fato da enchente ter deslocado parte do balizamento existente neste percurso do rio Jacuí. Por este motivo o navio-tanque “Norgas Pan”, de bandeira de Cingapura e que chegou na manhã de quinta-feira (29/AGO) a Porto Alegre, não pode seguir viagem. Tendo de fundear na área “Bravo” do porto de Porto Alegre, localizada em frente ao Cais Mauá entre a Usina do Gasômetro e o Pórtico de entrada do porto.
Segundo consta, a Marinha do Brasil já havia constatado o deslocamento do balizamento no final de terça-feira (27/AGO). Quando a boia luminosa encarnada localizada entre a Usina do Gasômetro e a ilha da Pintada se desgarrou. A segunda boia luminosa, também encarnada, a sair do lugar foi a de número 144. Que delimita a entrada do Canal do Cristal. Esta boia foi levada pela força das águas para o outro lado do canal de navegação. Vindo a posicionar-se próximo do final do Canal do Cristal, no alinhamento do museu Iberê Camargo. (Veja na fotografia, a boia localizada ao fundo, um pouco a frente da proa do navio) No entanto com o deslocamento de mais boias, desta vez no percurso entre o porto e a entrada do acesso ao polo, este fato obrigou a Marinha do Brasil a interditar os ditos canais.
Sobre o assunto se presta aqui fazermos uma reflexão sobre o real motivo pelo qual as boias não conseguem ficar no seu lugar:
Será que é por causa da enchente? Cujo pico máximo ainda não chegou a região de Porto Alegre. E a correnteza tende a aumentar.
Ou será que é isto esta ocorrendo por erro no dimensionamento dos pesos de fixação das boias?
Foto: Carlos Oliveira
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
RS QUER EDUARDO CAMPOS
Em reunião da Executiva Estadual do PSB, ontem à noite (26), foi aprovada a realização de cinco Seminários Regionais para debater e receber a opinião dos socialistas a cerca do processo eleitoral 2014.
O Partido vem realizando Seminários Temáticos no sentido de fazer uma radiografia e apontar soluções para os problemas nas áreas da Saúde, Educação, Segurança, Politicas Sociais, Desenvolvimento Econômico e Pacto Federativo. O objetivo maior é a construção de um Programa de Governo para todas as esferas de poder.
É unânime a vontade de ter o Governador Eduardo Campos, como candidato a Presidente da República. Na ocasião defendi a busca de nomes socialistas para assumir o comando do futuro governo gaúcho, citando os nomes dos seguintes companheiros como possíveis candidatos:
JUNICO ANTUNES, professor, empresário e ex-Secretário Adjunto da SDPI;
HERMES ZANETI, ex- deputado Federal e ex-Presidente do CPERS;
VICENTE PIRES atual Prefeito de Cachoeirinha.
O nosso PSB vem crescendo eleição após eleição e não pode apequenar-se numa posição subalterna e coadjuvante, tem que ser protagonista. Só assim continuaremos crescendo!!! Um Partido como o nosso que conta com três deputados federais, três deputados estaduais, 18 prefeitos, 30 vice-prefeitos e 205 vereadores, não pode se furtar de participar de um momento tão importante para debater com a sociedade suas propostas.
O desenvolvimento de nosso Estado e do nosso Brasil passa pela rediscussão do pacto federativo, por partidos com projetos claros e com propostas viáveis para solução dos problemas sociais que levaram a população às ruas.
Um abraço e uma instigante tarde
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É unânime a vontade de ter o Governador Eduardo Campos, como candidato a Presidente da República. Na ocasião defendi a busca de nomes socialistas para assumir o comando do futuro governo gaúcho, citando os nomes dos seguintes companheiros como possíveis candidatos:
JUNICO ANTUNES, professor, empresário e ex-Secretário Adjunto da SDPI;
HERMES ZANETI, ex- deputado Federal e ex-Presidente do CPERS;
VICENTE PIRES atual Prefeito de Cachoeirinha.
O nosso PSB vem crescendo eleição após eleição e não pode apequenar-se numa posição subalterna e coadjuvante, tem que ser protagonista. Só assim continuaremos crescendo!!! Um Partido como o nosso que conta com três deputados federais, três deputados estaduais, 18 prefeitos, 30 vice-prefeitos e 205 vereadores, não pode se furtar de participar de um momento tão importante para debater com a sociedade suas propostas.
O desenvolvimento de nosso Estado e do nosso Brasil passa pela rediscussão do pacto federativo, por partidos com projetos claros e com propostas viáveis para solução dos problemas sociais que levaram a população às ruas.
Um abraço e uma instigante tarde
Navegar é preciso !

Neste contexto, fica inquestionável o velho e sempre atual ditado que diz: “Navegar é preciso!”
Foto: Carlos Oliveira
“Santa Phoenix” atraca em Porto Alegre.

O forte nevoeiro foi um dos fatores que atrasou sua chegada. Demonstrando a necessidade que temos de melhorar nossa hidrovia. Dando-lhe condições de superar esta adversidade meteorológica tão comum nesta época do ano. Do contrário corremos o risco de termos atrasos nas chegadas dos navios que aqui se destinam, acarretando com isto a elevação de seus custos operacionais, que em última análise, se chama de Custo Brasil. Pensem nisso!
Foto: Carlos Oliveira
Navegação sob nevoeiro exige cuidado extremo.


Na segunda imagem, vemos a viagem de retorno do navio-tanque “Zeugman” para Rio Grande. Observem que as condições atmosféricas são muito piores, já que mal se consegue ver o navio diante de nevoeiro tão forte. Este fato foi registrado às 11:30 da manhã de domingo (02/AGO).
Neste ponto temos de fazer uma nova ressalva. Já que aqui temos comentado sob a necessidade de se melhorar a nossa sinalização náutica. Principalmente por ser esta a única fonte de referência dos navios que navegam por nossas águas interiores. E sem elas, os navios mercantes ficariam totalmente desorientados. A precisão de nossa sinalização deve ser obrigatoriamente, rígida. Para não corrermos o risco de indicarmos um caminho errado aos navios que aqui navegam. Não podemos admitir como natural, que as boias não estejam funcionando bem, ou o que é pior, mal posicionadas. Temos de nos lembrar de que nossos canais artificiais são extremamente estreitos. Possuindo apenas 80 metros de largura. E que fora deles á grandes áreas com profundidade muito baixa. Onde qualquer erro de navegação acarreta em um encalhe.
Assim podemos concluir que se por um lado, navegar sob forte nevoeiro exige um cuidado extremo para quem o faça. Temos a obrigação de darmos as melhores condições possíveis, para que isto ocorra com o maior grau de segurança possível. Investir no balizamento e na melhoria de nossos canais de navegação. É investir na segurança. É darmos condições para que a nossa economia se desenvolva mais e melhor. Pensem nisso!
Fotos: Carlos Oliveira
Navio mercante “Federal Baffin” atraca em Porto Alegre.

Para muitos, e neste grupo se inclui a autarquia que administra nossas hidrovias, a solução esta na melhora da qualidade de nossa sinalização náutica. Já para a Marinha do Brasil além disso é preciso alargar os nossos canais artificiais. Para assim dar maior margem de segurança aos navios de grande porte, que aqui navegam. Infelizmente, esta segunda parte da análise, não é apresentada ao grande público. Fato que certamente produz uma falsa expectativa de que a solução será atendida de forma rápida. Quando na verdade ela é muito mais complexa e exige muito mais investimento e vontade política de nossa parte.
Foto: Carlos Oliveira
Nevoeiro traiçoeiro.

.Foto: Carlos Oliveira
Barcaça-tanque “Guapuruvu” transporta produção de triunfo.

Na fotografia aqui vinculada, vemos a barcaça quando se dirigia a rio Grande. Mostrando desta forma a importância da navegação, como meio de transporte eficiente para o nosso setor produtivo gaúcho.
Foto: Carlos Oliveira
Registrando para a história.
Após a publicação de alguns textos no meu blog, recebi algumas críticas positivas e outras negativas. As positivas elogiaram a postura adotada e o caráter informativo que venho mantendo aqui. Já as negativas me questionaram sobre o porquê venho escrevendo sobre a navegação e a hidrovia, se não sou mais diretor Superintendente de Portos e Hidrovias. Neste conjunto também sofri pressão política, de parte dos insatisfeitos. Que felizmente não possuem futuro. Pois como cidadão possuo a liberdade de escrever sobre o que bem entendo. Assumindo a responsabilidade de meus atos.
Por iniciativa própria não publiquei nada nos dias que se sucederam. Mantendo desta forma o texto sempre em evidência na primeira página deste blog. Agora retorno a colocação de texto, pois o trabalho que aqui faço é muito importante para o nosso Estado. Já que nele apresento a hidrovia no que ela tem de mais importante, sua vida e vitalidade. A movimentação das cargas e a dinâmica de como isto ocorre. Fato que infelizmente não encontra similar em nossa internet. Pois os sites oficiais escrevem no máximo sobre o que lhes cabe. E os sites privados são poucos e não abordam a importância da movimentação de carga.
O que este blog esta fazendo é um registro histórico da movimentação de carga pela nossa hidrovia. Não é algo completo, pois muitas informações não são conseguidas. No entanto, sua riqueza é impar para quem deseja descobrir o nosso potencial hidroviário. Com relação a isto faço aqui o registro de que no mês de julho novamente nos superamos. Conseguindo colocar um novo marco a ser superado, de 121 textos publicados. Aos amigos que nos acompanham peço desculpas pelo silêncio forçado que mantive nestes últimos dias. E faço o convite para que continuem a nos acompanhar nos novos textos que aqui estão sendo publicados.
Muito Obrigado!
Vanderlan Vasconselos
Por iniciativa própria não publiquei nada nos dias que se sucederam. Mantendo desta forma o texto sempre em evidência na primeira página deste blog. Agora retorno a colocação de texto, pois o trabalho que aqui faço é muito importante para o nosso Estado. Já que nele apresento a hidrovia no que ela tem de mais importante, sua vida e vitalidade. A movimentação das cargas e a dinâmica de como isto ocorre. Fato que infelizmente não encontra similar em nossa internet. Pois os sites oficiais escrevem no máximo sobre o que lhes cabe. E os sites privados são poucos e não abordam a importância da movimentação de carga.
O que este blog esta fazendo é um registro histórico da movimentação de carga pela nossa hidrovia. Não é algo completo, pois muitas informações não são conseguidas. No entanto, sua riqueza é impar para quem deseja descobrir o nosso potencial hidroviário. Com relação a isto faço aqui o registro de que no mês de julho novamente nos superamos. Conseguindo colocar um novo marco a ser superado, de 121 textos publicados. Aos amigos que nos acompanham peço desculpas pelo silêncio forçado que mantive nestes últimos dias. E faço o convite para que continuem a nos acompanhar nos novos textos que aqui estão sendo publicados.
Muito Obrigado!
Vanderlan Vasconselos
sábado, 17 de agosto de 2013
O muro de contenção da Avenida Beira-Arroio
não resistiu à pressão d'água e a ponte estaiada ficou só em promessa.
Veja em:
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
PARA PENSAR E REFLETIR SOBRE TRAVESSIA HIDROVIÁRIA DE PASSAGEIROS.
Na manhã de sábado (03/AGO) um dos dois catamarãs que realizam a travessia de passageiros entre os municípios de Porto Alegre e Guaíba atracou na estação localizada no bairro Cristal, em Porto Alegre. O barco já havia sido visto navegando de Guaíba para a zona Sul da capital do estado. E ao chegar no terminal do bairro Cristal, desembarcaram o diretor Carlos Brenaud, acompanhado de Aurélio Viero, coordenador de operações. Que caminharam pela longa passarela que liga a terra até o ponto de embarque. Logo após o fato partiram rumo ao centro de Porto Alegre.
FALTA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
Sobre este fato temos de tecer alguns comentários que julgo pertinente. Pois até o presente momento, a travessia de passageiros não possui a autorização definitiva fornecida pela Marinha do Brasil. A autorização inicialmente fornecida, a título de provisória, possuía prazo de validade de 180 dias. Período no qual deveria ser fornecida a documentação complementar exigida pela Marinha do Brasil, que é a autoridade marítima responsável pelos trâmites. Esta documentação é de responsabilidade do Estado do Rio Grande do Sul, via a Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH. Que no entanto não possui quadro técnico com competência para gerar os documentos necessários. E que também não contratou uma empresa capacitada para realizar este serviço. E atestar as características do canal de navegação do trecho percorrido pelos catamarãs, fora do canal de navegação hoje existente.
JEITINHO VERSUS PROFISSIONALISMO
Na verdade a travessia hidroviária de passageiros entre Porto Alegre e Guaíba, esta ocorrendo de forma irregular. E em caso de ocorrer qualquer acidente, vai necessariamente, ter repercussões e desdobramentos, muito maiores. Assim como o incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, trouxe uma série de desdobramentos. Aflorando o predomínio do dito, “jeitinho brasileiro”, sobre o que dita a legislação e as normas técnicas. Nós não podemos admitir que isto ocorra. Principalmente, por uma falha do ente público. Que tem por princípio zelar pelo bem-estar da população e pela sua segurança.
INSEGURANÇA JURÍDICA
Por parte da empresa CATSUL, a situação é crítica. Pois tudo o que lhe cabe fazer foi feito. No entanto, paira sobre a cabeça de seus administradores uma dúvida constante. Será que a travessia vai continuar a acontecer? A falta de autorização definitiva à coloca na irregularidade. Um possível acidente a expõe a um grau de risco que nenhum empresário quer correr. Por outro lado a interrupção do serviço acarreta no prejuízo financeiro. Além da exposição de forma negativa a imagem da empresa junto a população.
ENTRE RESPONSABILIDADE E A OMISSÃO
Da parte da autoridade marítima o dilema também existe. A Marinha do Brasil aprendeu muito com o caso do naufrágio do barco de passeio Bateau Mouche ocorrido em 31 de dezembro de 1988. E tem sido mais rígida em seus procedimentos. Neste caso, existe uma confiança total na qualidade do serviço prestado pela empresa CATSUL. Tanto os equipamentos quanto o treinamento de sua tripulação são tidos como exemplares. No entanto, a falta de documentação técnica é um problema. Diante deste dilema, o processo passou a exigir um tratamento diferenciado. No qual toda a comunicação entre a Marinha do Brasil e a SPH se dá pela forma escrita. Gerando documento no qual fique comprovada a cobrança dos documentos e dos prazos e o não atendimento dos mesmos por parte do Estado.
UMA SITUAÇÃO CONSTRANGEDORA
A Marinha do Brasil, que possui como principal característica realizar seu trabalho de forma discreta. Optou por não tomar nenhuma atitude mais dura, como interditar a travessia. Prejudicando aos usuários e expondo o Estado a uma situação constrangedora. Que certamente teria reflexos políticos. Pois os partidos de oposição necessariamente o explorariam. Batendo na tecla da incompetência do serviço público e de sua morosidade ao extremo.
OS REFLEXOS NEGATIVOS PARA A SOCIEDADE
Como consequência, temos um reflexo negativo direto para a nossa sociedade. Que é a não autorização de novos trajetos para a travessia hidroviária de passageiros. Pois como justificar esta autorização para novos trajetos, se a documentação do primeiro trajeto existente se encontra irregular. Com todos os prazos legais vencidos e não atendidos. Fica muito difícil ao oficial responsável pelos tramites atuais, justificar e defender, junto aos seus superiores, a liberação de novas linhas. Nem ele deve se expor a tal fato, pondo em risco e comprometendo a sua própria carreira. Nem seus superiores vão aceitar esta realidade diante da irresponsabilidade de terceiros.
UMA SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA
Trazer este assunto à tona, dar conhecimento ao grande público é necessário. Principalmente porque ainda não aconteceu nenhum acidente. Temos de nos antecipar e corrigir agora, o que esta errado. Mesmo que isto nos cause alguns transtornos temporários, como a interrupção momentânea da travessia. Para que em seguida, ela possa ocorrer da forma como sempre deveria ter sido, respeitando a legislação.
Não sei e não desejo, que esta interrupção ocorra. Mas sei que ao menos um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC, firmado junto ao Estado deveria ser feito, obrigando ao ente público que cumpra com seus deveres. Dentro de um prazo mínimo a ser estabelecido. Pois do contrário, estaremos legitimando a ilegalidade.
Muito obrigado!
Fotos: Carlos Oliveira
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