
Desde a sua entrega, nada foi efetivamente feito no sentido de preservar e conservar o nosso patrimônio histórico e artístico. O grande foco das ações foi no sentido de demolir o que não era protegido pela lei. E apenas durante um curto período, o da Copa do Mundo de 2014, é que parte deste espaço recebeu alguma benfeitoria. Ou seja, todo o nosso patrimônio esta abandonado a sua própria sorte. Sofrendo a ação do clima, sem receber nenhum cuidado.
Na ultima semana, que foi marcada pelo excesso de chuva. Com transbordamentos de inúmeros rios e cursos d’água. Gerando desabrigados, arrasando a vida e a memória de muita gente. Que perdeu tudo o que tinha pela ação e pela força das águas. Também fez suas marcas naqueles prédios que fazem parte da nossa história e da nossa memória. Inúmeras telhas, que lá estão quebradas há muito tempo não cumpriram a sua função de proteger o interior dos prédios. A água entrou direto. Encharcando o forro de madeira e afetando as estruturas internas dos prédios.
Diante disso, é cabível perguntarmos como anda o processo de revitalização do Cais Mauá?
Pelo que eu vejo, nada esta sendo feito no sentido de preservar o patrimônio ali existente. E isto é muito grave. O Estado, não pode ser omisso e aceitar este estado de abandono daquilo que é o seu patrimônio. Cabe ao Estado, por intermédio do funcionário responsável por esta fiscalização cobrar ações no sentido de preservar a integridade física do nosso patrimônio artístico e cultural. Ou será que teremos de esperar que parte de um telhado desabe para que algo seja feito?
As fotografias que aqui apresento são a prova da degradação e do comprometimento daquilo que é o nosso patrimônio histórico e artístico. Não podemos deixar, nem aceitar, que esta situação continue a ocorrer. Sob o risco de também sermos omissos com a nossa história e memória.
Vanderlan Vasconselos
Fotos: Carlos Oliveira
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