sexta-feira, 13 de março de 2015

Novos diretores são empossados na Ceasa/RS


 Minetto pregou necessidade de ações conjuntas para melhorar implementar boas práticas de gestão pública (Foto:Itamar Pelizzaro) Minetto pregou necessidade de ações conjuntas para melhorar implementar boas práticas de gestão pública (Foto:Itamar Pelizzaro)
A nova diretoria da Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa/RS) foi empossada nesta quinta-feira (12), em cerimônia na sede da companhia, em Porto Alegre. Dezenas de pessoas prestigiaram a posse do diretor-presidente, Ernesto da Cruz Teixeira, do diretor administrativo, Vanderlan Carvalho de Vasconselos, e do diretor operacional, Ailton dos Santos Machado.

Antes da solenidade, em Assembleia Geral Extraordinária, foram eleitos os membros do Conselho de Administração da Ceasa.O secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo (SDR), Tarcísio José Minetto, representará o Estado junto à companhia, presidindo o Conselho de Administração. O município de Porto Alegre será representado pelo secretário da produção, Indústria e Comércio, Humberto Ciulla Goulart.

Minetto ressaltou em seu pronunciamento que a Ceasa tem papel importante para o abastecimento de alimentos. O secretário lembrou que, a pedido do governador José Ivo Sartori, a missão de todos os agentes públicos é ter o máximo empenho para fazer o melhor. Minetto disse que trabalhará em conjunto com o presidente da Ceasa para realizar ações conjuntas, para melhorar a gestão e implementar boas práticas de gestão pública.

“Vamos melhorar ainda mais a condição dos permissionários, dos usuários, dos produtores, nesta caminhada bonita que é produzir alimentos para as pessoas e dar energia para a vida”, ressaltou Minetto.

O secretário-adjunto da SDR, Iberê de Mesquita Orsi, será suplente do presidente do Conselho. Já os diretores da SDR Gerson Cutruneo e Dionatan Tavares assumiram posições de titular e suplente, respectivamente.  

Dezenas de pessoas prestigiaram o ato, que precisou ser realizado na área externa da companhia, em razão da superlotação do auditório.

Prestigiaram o evento o deputado estadual Elton Weber, representando a Assembleia Legislativa ; o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati; o presidente da Fetag/RS, Carlos Joel da Silva; vereadores, secretários municipais, representantes de entidades e das associações de produtores, usuários, funcionários e ex-presidentes da Ceasa/RS.

Texto e fotos: Itamar Pelizzaro

Assessoria de Comunicação - SDR/RS
imprensa@sdr.rs.gov.br
Fonte: http://www.sdr.rs.gov.br

segunda-feira, 9 de março de 2015

PARA PENSAR E REFLETIR - Crise econômica e corrupção.

 O ano de 2015 vai ser marcado pela crise econômica e pela corrupção. Estes são dois temas do qual todo o brasileiro vai ouvir falar. O arrocho que o atual governo federal esta impondo a todos nós brasileiros possui muito destes dois ingredientes. Pois ao administrar o país sem a devida dedicação, permitiu a nefasta combinação de ser um governo gastador, com pouco controle sobre as suas contas e a administração da máquina pública. Produzindo por isto os elementos para que a crise econômica se instalasse. Sendo esta crise recheada pela corrupção dentro da máquina pública.

Até o presente momento o grande foco da corrupção esta associado a PETROBRAS. No entanto, considerando que os outros dois elementos que a compõe, também aparecem em outros casos. Tudo indica que ainda haverá mais escândalos por serem revelados. Falo isto levando em conta a participação dos partidos políticos e das empreiteiras.

Não podemos acreditar que esta combinação Governo Federal-partidos políticos–empreiteiras só tenha produzido corrupção, sobrepreços e lavagem de dinheiros nos negócios relacionados à PETROBRAS. Estes mesmos atores estão presentes na construção das estradas, dos aeroportos, dos estádios da Copa do Mundo FIFA 2014, da Vila Olímpica e em muitos outros empreendimentos tocados com dinheiro público.

Sobre isto, gostaria de refrescar um caso que comentei no ano passado. E que diz respeito à aquisição de lanchas pelo Ministério da Pesca. E que possui políticos de renome nacional envolvidos. E inclusive o ex-administrador da Superintendência do Porto de Rio Grande – SUPRG. Trago este tema a tona, pois o Carlos César teve o prazer de fotografar uma destas lanchas. Compradas por um valor bem elevado. Que acabou gerando uma doação “legal” por parte do fabricante à campanha eleitoral do Partido Trabalhadores. E que na sequencia serve como exemplo de como a má gestão e administração da coisa pública podem comprometer a economia do país.

O link abaixo remete o leitor para a referida matéria. E dentro da mesma há inclusive o parecer do Tribunal de contas revelando os detalhes de todo o negócio. Que muito bem poderia ser mais um caso de polícia. Tendo em vista o grande número de irregularidades cometidas pelos servidores públicos envolvidos.

http://vcvesteio.blogspot.com.br/2014/09/identificada-lancha-da-marinha.html



Muito Obrigado!

Vanderlan Vascoselos



Fotos: Carlos Oliveira

GOVERNO FEDERAL UTILIZA BALA DE BORRACHA.

CONTRA O TRABALHADOR AUTÔNOMO

O Governo Federal, administrado pelo Partido dos Trabalhadores, valeu-se de Balas de Borracha para dispersar a manifestação contrária a sua atual política econômica. Este fato é uma novidade. Pois chocou a comunidade da cidade de Camaquã (RS) pela violência empregada.

Enquanto até o presente momento o Governo dos Trabalhadores se caracterizava pelo diálogo e defesa dos interesses dos trabalhadores. Não intervindo em ocupações e destruições de propriedades rurais produtivas, de institutos de pesquisa, ou dos desordeiros que saquearam lojas e agencias bancárias. Desta vez a coisa mudou. Por não saber conversar com trabalhadores autônomos, não sindicalizados e vinculados as correntes de esquerda. O Governo Federal optou por utilizar a força bruta na dispersão dos manifestantes.

Os caminhoneiros autônomos, apoiados pela população de Camaquã, puderam sentir na pele a força da ação policial executada. Não sendo preciso dizer que isto causou enorme revolta. Além é claro de que a violência empregada não vai resolver o problema. Nem trará para o Governo Federal domínio sobre o caso. Já que a qualquer momento novas manifestações poderão ressurgir. Criando um verdadeiro inferno para a administração do Partido dos Trabalhadores. Que sabe muito bem defender os seus interesses, mas não sabe ouvir os interesses da população trabalhadora.

Muito Obrigado!

Vanderlan Vasconselos

Reproduções matéria vinculadas pelo jornal Correio do Povo, 03/MAR/2015.

terça-feira, 3 de março de 2015

“Trevo Azul” transporta clinquer para Nova Santa Rita.

A barcaça graneleira “Trevo Azul”, de propriedade da Navegação Aliança, realizou mais uma viagem entre as cidades de Pelotas e Nova Santa Rita. Desta vez ela transportou 2.900 toneladas de clinquer. Produto utilizado na fabricação de cimento. E que foi embarcado pelo terminal de uso privado (TUP) da empresa Cimbagé. Que fica localizado as margens do canal São Gonçalo. Onde a barcaça atracou no sábado (28/FEV) e partiu no dia seguinte, domingo (01/MAR). Sua passagem por Porto Alegre foi registrada, como a fotografia pode comprovar, às 06:34 da manhã de segunda-feira (02/MAR). E ele é a prova de que com força de vontade a navegação é uma alternativa para a realização do transporte em nosso estado. Pensem nisso.
Foto: Carlos Oliveira

“Guapuruvu” transporta produção de Triunfo para Rio Grande.

A barcaça-tanque “Guapuruvu” atracou às 12:55 da tarde de domingo (01/MAR) junto ao píer petrolífero operado pela empresa Braskem, em rio Grande. Em seus tanques ela estava transportando 2.000 toneladas de MTBE, um aditivo para combustível além de 1.500 toneladas de tolueno e 750 toneladas de xileno, ambos os produtos produzidos pelo Polo Petroquímico de Triunfo. A grande capacidade de transporte da barcaça impressiona. E mostra o quanto a navegação pode nos auxiliar neste sentido. Racionalizando o transporte e gerando economia e competitividade para quem a explora. É por este motivo que eu vivo incentivando a sua divulgação. Pois somente assim poderemos criar, no empresariado, o interesse pela sua utilização. E com isto atraí-lo para iniciar um contato mais estreito com este seguimento do mercado.
Foto: Carlos Oliveira


Navio-tanque “Zeugman” vem buscar combustível produzido em Triunfo.

Faltava poucos minutos para as 09 oras da manhã de domingo (01/MAR) quando o navio-tanque “Zeugman” chegou a região de Porto Alegre. Vindo de Rio grande o “Zeugman” veio para ser carregado com mais 1.600 toneladas de óleo diesel tipo “S 500” produzidos pelo Polo Petroquímico de Triunfo.
Sua atracação foi programada para ocorrer junto ao píer I do terminal Santa Clara. E deverá ser rápida, já que a partida do navio já esta anunciada para ocorrer na segunda-feira (02/MAR) por volta do meio dia.
Foto: Carlos Oliveira

Porque devemos devolver os portos interiores ao Governo Federal IV – Dona Maria parte vazio de Porto Alegre.

O navio mercante liberiano “Dona Maria” partiu por volta das 07 horas da manhã de sábado (28/FEV) do cais navegantes do Porto de Porto Alegre. Após ter descarregado 8.100 toneladas de cevada argentina. Durante sua estadia em nosso porto o navio garantiu a geração de trabalho e renda. Que poderia ser muito maior se o porto possuísse condições de realizar, também operações de carregamento em navios graneleiros. É esta falta de investimento na capacitação do porto de Porto Alegre, o maior entrave para que o mesmo possa se tornar viável economicamente. E com isto se igualar a todos os demais portos no mundo. Que são não só porto de entrada, mas de saída de produtos e mercadorias. Pensar esta situação é pensar a nossa realidade, o nosso presente e o nosso futuro. É isto o que eu proponho de forma realista e sincera. Pois não vejo no Estado do Rio grande do Sul condições de alterar esta situação. Tendo em vista não só a precariedade de sua situação financeira. Mas, principalmente, devido à falta de visão e de mentalidade para se administrar um porto de forma eficiente. Quem possui uma visão ampla e realista desta realidade é o Governo Federal. Que por ser o detentor do direito sobre a atividade, pode não só fazê-la como delegá-la para a iniciativa privada. Buscando empreendedores comprometidos com o investimento e a melhoria da estrutura e infraestrutura necessária para o seu pleno aproveitamento. De nada adianta o nosso estado querer administrar algo que ele não consegue fazer. E com isto afetar o nosso desenvolvimento de forma negativa. Temos de ser realistas e assumirmos o compromisso de buscar o melhor para o nosso estado. E o melhor que podemos fazer é nos livrarmos desta responsabilidade, da qual nós não temos condições de tocá-la. A repassá-la para quem poderá desenvolvê-la obtendo resultados positivos ao nosso desenvolvimento social e econômico.Pensem nisso!Vanderlan VasconselosFoto: Carlos Oliveira

NO MUNDO DAS NUVENS.

Após manter por anos um discurso longe da realidade. Baixar medidas populistas como o de reduzir a conta de energia elétrica e de segurar os preços de combustíveis. Visando única e exclusivamente garantir a simpatia da população e obter o seu voto. O nosso atual governo conquistou o que tanto queria. Uma reeleição e a possibilidade de se manter dirigindo a máquina pública por mais quatro anos.
No entanto a realidade é mais forte. E diante dela, a ilusão não pode ser mantida por muito tempo. Foi assim que o governo teve de elevar o custo da energia elétrica. Reajustar o preço dos combustíveis e começar a cortar vários dos auxílios e benefícios que havia criado nos últimos anos. Pois esta faltando dinheiro em seu caixa para pagá-los. E contra isto não há remédio.
Tradicionalmente quando se aumentava o preço dos combustíveis. A gasolina sempre sofria o aumento mais elevado do que o do óleo Diesel. No entanto, desta vez foi diferente. O velho argumento de que o diesel é parte importante no processo produtivo, não foi levado em conta. E seu impacto na elevação dos custos acelerou o nosso processo inflacionário. Reduziu o ganho dos camioneiros, e acelerou um processo já muito desgastado. Que inclui estradas ruins, pedágios elevados, restrições no tempo de trabalho entre outras reclamações.
A paralisação dos camioneiros autônomos evidenciou mais uma característica de nossos governantes. Eles não sabem tratar com categorias de empregados autônomos. Onde o associado é ao mesmo tempo patrão e funcionário do seu próprio negócio. A tradição de lutas contra as grandes empresas aqui não vale. A lógica é outra. Por este motivo nada foi feito na primeira semana de paralisação. E o que foi realizado logo em seguida, com o uso da força repressora, também é questionável. Pois não vai solucionar o problema, criando mais insatisfação entre os integrantes desta classe de trabalhadores.
O dilema do atual governo esta entre enfrentar a realidade ou continuar sonhando. E ao que tudo indica, a presidente prefere andar de helicóptero a viajar pelas nossas estradas. Ao optar pelo mundo das nuvens, todos os problemas ficam pequenos. Não há pedágios. Não há buracos. Muito menos protestos de camioneiros insatisfeitos com o excesso de corrupção e a falta de melhores condições de trabalho.
Na fotografia aqui vinculada, é possível de se ver o helicóptero oficial do governo brasileiro. Meio pelo qual a presidente Dilma, do Partido dos trabalhadores – PT optou para viajar até Santa Vitória do Palmar. Para participar da cerimônia de inauguração do parque eólico. Evitando a possibilidade de contato com a classe trabalhadora.
Muito Obrigado!
Vanderlan Vasconselos
Foto: Carlos Oliveira


Barcaça-tanque “Rio Grande” vai buscar óleo de soja em Rio Grande.

No final da tarde de sexta-feira (27/FEV) a barcaça-tanque “Rio Grande” de propriedade da Petrosul partiu de Canoas rumo ao porto de Rio Grande. Seu objetivo é ser carregada com 1.000 toneladas de óleo de soja, em operação a ser realizada na unidade da Bianchini, localizada na área do Super Porto. Feito isto, a barcaça retornará para Canoas, aonde a empresa Bianchini também possui uma planta industrial. E o óleo de soja será empregado na fabricação de biocombustível.
O emprego da barcaça contribui para reduzir o custo de frete. Já que ela, embora pequena, possui uma capacidade significativa para o transporte de carga. E serve como um bom exemplo de que ainda há muito mercado para embarcações de menor porte.

Foto: Carlos Oliveira

Porque devemos devolver os portos interiores ao Governo Federal - Guaratan segue carregada para Rio Grande

A barcaça-tanque “Guaratan” de propriedade da Navegação Guarita e prestado serviço para a Petrobras, seguiu na manhã de quinta-feira (26/FEV) de Canoas rumo ao porto de Rio Grande. Fotografada às 08:10 quando navegava pelo Canal do Cristal, ela revela um dos problemas existentes, no que diz respeito a navegação em nosso Estado.
Segundo determina a legislação federal, Lei. 8.630 de 25 de fevereiro de 1999, a utilização dos canais de acesso aos portos, por embarcações comerciais carregadas, gera a quem administra estes canais o direito de cobrar pela sua utilização. Normalmente estes canais possuem uma distância relativamente pequena. E sua corança é algo aceita de forma natural por quem o utiliza. No entanto há uma exceção, e ela esta relacionada com o porto de Porto Alegre e quem o administra. Que é a Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH.
O acesso ao porto de Porto Alegre, distante cerca de 300 km de Rio Grande, possui duas áreas com canais artificiais. A primeira delas é na região entre Rio Grande e Pelotas, com cerca de 30 Km de extensão e compostas de vários canais artificiais. A segunda se localiza entre nas águas do Guaíba, Itapuã e Porto Alegre, com mais 30 Km onde também existem diversos canais artificiais.
Esta cobrança tem de ser definida e regulamentada por meio de uma tabela de preços praticados pelo porto. Um documento oficial que após examinado e aprovado pelo Governo federal entra em vigor. No nosso caso a Agência nacional de Transporte Aquaviário – ANTAQ tem cobrado sistematicamente o cumprimento desta previsão legal por parte da SPH. Que em alguns casos não consegue fazê-la pelos seguintes motivos:
1º - Incompetência jurídica e técnica. Já que confeccionou um texto que foi questionado na justiça. E a SPH não conseguiu comprovar a sua legitimidade e legalidade.
2º - Falta de vontade política, em realizar um controle e uma fiscalização efetiva sobre a movimentação das embarcações pela sua área de competência.
Para a ANTAQ o caso da SPH é grave por dois motivos muito simples:
1º - Por que a SPH é uma autarquia deficitária. E sem saúde financeira boa, ela acaba por comprometer a sua própria capacidade de executar os compromissos assumidos, via convênio de concessão firmado junto ao Governo Federal.
2° - A não cobrança pela utilização da infraestrutura de acesso, cria um precedente jurídico perigoso para os outros portos brasileiros. Que com competência fazem esta cobrança.
A devolução de nossos portos ao Governo Federal serve para que esta situação seja revertida. Propiciando um aumento de arrecadação. E a certeza de que esta verba seria garantida para a manutenção da própria hidrovia.
Com relação ao motivo inicial que deu origem a este texto, a viagem da barcaça-tanque “Guaratan”. Temos apenas uma observação a fazer. O tipo de carga e o volume transportado, não são conhecidos. Dito isto, devemos refletir como é possível fazer uma cobrança sobre algo que se desconhece? É esta falta de empenho em buscar saber, por parte da SPH que gera a perda de receita. Não será a transferência da administração dos portos interiores para a União a responsável pelo fato. Feito esta reflexão. Convido aos leitores a refletirem sobre o tema. Pois ele é do interesse de todos nós.
Muito Obrigado!
Vanderlan Vasconselos
Foto: Carlos Oliveira


segunda-feira, 2 de março de 2015

PORQUE DEVEMOS DEVOLVER OS PORTOS INTERIORES AO GOVERNO FEDERAL III

Navio mercante “Crimson Majesty” parte vazio de Porto Alegre.

Após a forte chuva que caiu sobre a capital do estado ter atrasado o trabalho de descarga do navio mercante “Crimson Majesty
”, o mesmo finalmente partiu no meio da manhã de sexta-feira (27/FEV). Sua desatracação do cais Navegantes ocorreu às 09:27. E contou com o apoio dos rebocadores na navegação Amandio Rocha – NAR para realizar o giro e poder seguir seu rumo em direção da cidade de Rio Grande, nossa porta de acesso para o mar.

Como todos os demais navios graneleiros que aqui aportam. Seus porões partiram vazios. Tendo em vista a falta de condições de nosso porto de realizar qualquer tipo de operação de carregamento de um navio deste porte. Além do mais, até para as operações de descarregamento nossa capacidade é limitada. Já que dois dos três guindastes existentes no cais navegantes, somente um possui condições de trabalho. E mesmo assim limitadas. Isto quer dizer que os navios para aqui descarregarem têm de possui guindaste próprio. Do contrário nada feito.

Uma da causas para esta situação ocorrer é a falta de uma política séria e eficiente para a administração dos nossos portos. Este fato nos remete a falta de cultura neste sentido. Fato que não ocorre somente no meio político, mas também dentro da própria autarquia responsável pela administração do porto de Porto Alegre, a Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH.

Em 2011, quando os três guindastes foram interditados. Os mesmos não possuíam nenhum plano de manutenção preventiva. Sua situação era extremamente calamitosa. E isto que o porto possuía um engenheiro mecânico em seus quadros. Neste ano foi providenciado uma reforma geral de um dos guindastes. Obra executada no ano seguinte. No entanto a cultura prevaleceu. E ao que tudo indica até este guindaste foi novamente interditado por falta de manutenção após sua reforma ter sido concluída. A manutenção é um fato que deveria ser uma rotina. No entanto ela não existiu segundo as normas técnicas vigentes. O segundo guindaste deveria ser reformado no ano seguinte. Ao menos o processo visando garantir este fato deveria ter sido providenciado. No entanto até o presente momento, isto é fevereiro de 2015, nada foi feito.

Como podemos ver. Insistir na manutenção da administração dos portos interiores sob o controle do Estado é algo insustentável. Uma contradição diante de tamanha ineficiência. E em nada contribui para o nosso progresso econômico. Muito pelo contrário. É a garantia de que vamos continuar perdendo espaço no cenário nacional. Andando para trás e pagando uma conta extremamente cara para o contribuinte gaúcho.

Pensem nisso, pois como esta não pode ficar.

Muito Obrigado!

Vanderlan Vasconselos

Foto: Carlos Oliveira

Após denúncia SPH recolhe bóia luminosa que estava fora de posição.

Somente na manhã de sexta-feira (27/FEV) é que a Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH providenciou a retirada de boia luminosa encarnada que se encontrava fora de posição nas águas do Guaíba. A mesma que faz parte da sinalização do Canal do Cristal se desgarrou na manhã de terça-feira (24/FEV). Dia em que dois navios, conduzidos pelos práticos da Lagoa dos Patos chegaram a Porto Alegre. Pelo profissionalismo o serviço de praticagem da Lagoa dos Patos informou SPH sobre o fato. E enviou cópia da mensagem à Marinha do Brasil, que é a autoridade marítima brasileira. E que cuida de tudo o que diz respeito a navegação.

O deslocamento da posição da referida bóia causava não só um inconveniente, como um perigo à navegação. A retirada da mesma de onde se encontrava é, sem dúvida um ponto positivo. No entanto é lamentável a demora para que isto fosse providenciado pela autarquia estadual. Cuja sede esta a menos de 10 Km do local aonde ela veio a encalhar.

Vale apena lembrar, que neste período o navio-tanque “Zeugman”, que transporta carga inflamável produzida pelo Polo Petroquímico de Triunfo, passou duas vezes pelo local. O navio mercante “Crimson Majesty” de 179,97 metros de comprimento e 30 metros de largura chegou. E o navio mercante “Santa Katarina”, aquele que encalhou em frente ao cais Navegantes, e que se encontra mal sinalizado até os dias de hoje. Também passou pelo local aonde a boia se encontrava encalhada, quando de sua partida do nosso porto.  Além de muitas outras embarcações menores que circularam pelo local, como as barcaças-tanque que carregam carga perigosa, as barcaças graneleiras e o catamarã que transporta passageiros entre Porto Alegre e Canoas.

Foto: Carlos Oliveira

Porque devemos devolver os portos interiores ao Governo Federal II

“Santa Katarina” parte vazio de Porto Alegre.

Partiu às 07:30 da manhã ensolarada de sexta-feira (27/FEV), do Cais Navegantes, do porto de Porto Alegre, o navio mercante “Santa Katarina”. Como todos os demais navios mercantes do tipo graneleiro que aqui aportam, o “Santa Katarina” saiu com seus porões completamente vazios. Fato que demonstra o quanto o Estado é ineficiente em termos de administração portuária. Este é apenas um dos motivos pelo qual pedi, com a mais completa convicção de que estou certo, a devolução da administração dos portos interiores para a União. A realidade que vivenciei na Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH me permite dizer e defender esta causa. Sabendo que a devolução será sem sombra de dúvida, algo muito melhor para o Estado e a economia gaúcha. O Rio Grande do Sul não pode se dar ao luxo de ter um porto apenas para receber carga a granel. Mantendo uma estrutura ociosa, deficitária e sem nenhuma perspectiva de que terá melhora na sua qualidade e no seu funcionamento. Este luxo nos sai muito caro. Consome os recursos que deveriam e poderiam ser mais bem empregados em outros setores vitais ao nosso crescimento.

Devolver os portos interiores ao Governo Federal não significa abandoná-los. Muito pelo contrário. Ao fazer isto, estaremos dando condições para que os mesmos sejam licitados. E entregues ao empresariado que realmente deseja investir neste modal. Modernizando-o e criando condições para que a nossa hidrovia recuperar o seu prestígio e a sua importância.

É por este motivo que eu convido o leitor a refletir sobre o assunto. Pois somente assim poderemos ter um Rio Grande do Sul melhor e mais forte. Pensem nisso!

Vanderlan Vasconselos

Foto: Carlos Oliveira

Porque devemos devolver os portos interiores ao Governo Federal

“Eco Energia I” retorna de viagem a Rio Grande.

Eram 09:38 da manhã de quinta-feira (26/FEV) quando a barcaça-tanque “Eco Energia I” foi vista navegando pelas águas do Guaíba, já no canal do Cristal. Ela que havia partido para o porto de Rio Grande no meio da tarde de segunda-feira (23/FEV), carregada com parte da produção da Refinaria Alberto Pasqualini – REFAP. Descarregou no terminal operado pela própria Petrobras neste porto e retornou para poder ser novamente carregada.

No entanto, como a Petrobras, embora seja uma das maiores empresas brasileiras, e possua o governo federal como seu maior acionista, ela é uma das empresas que se negam a respeitar a legislação federal, no tocante ao pagamento pela utilização da infraestrutura do porto de Porto Alegre.

Um dos argumentos utilizados para esta recusa é extremamente ridículo e frágil. Nela a Petrobras alega que não possui no porto de Porto Alegre o local de carga ou descarga. Por este motivo estaria isenta de pagar pelo serviço.

Sobre este argumento duas coisas têm de ser deixada bem claro:

1° Nenhuma embarcação das que prestam serviço para a Petrobras, por menor que seja, navega fora dos canais de navegação. E o motivo para que isto ocorra é simples. Fora destes canais o risco de encalhe é enorme. E fazê-lo seria temerário ou impossível para estas embarcações que carregam a carga perigosa.

2° Alegar que, por não ter como destino o porto de Porto Alegre para as operações de carga e descarga isto as isentaria do referido pagamento não é um argumento válido. Se assim fosse. O mesmo poderia ser aplicado para o transporte rodoviário, por exemplo. E no caso da BR-290 que liga a cidade de Porto Alegre a Osório, só se poderia cobrar dos veículos que tivessem como destino final uma destas duas cidades. Todos os demais poderiam passar sem ter a obrigatoriedade de realizar o pagamento.

Neste contexto, o que nós temos é uma Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH totalmente ineficiente. Que quando tinha um serviço jurídico em seus quadros, não conseguia reverter uma situação deste tipo. E após o mesmo ter sido extinto na administração do governador Tarso Genro. Por ser considerado desnecessário certamente ficará ainda pior. Vale apena lembrar que o órgão fiscalizador da SPH, a Agência Nacional do Transporte Aquaviário – ANTAQ cobra desta autarquia a eficiência de que ela não demonstra ter. E por este motivo a notifica e autua quando fatos deste tipo ocorrem. Neste caso, não há motivo que justifique a permanência da SPH na gestão e administração dos nossos portos interiores. A ineficiência é visível e institucionalizada. Por outro lado a fiscalização federal é séria e eficiente. E o que sobra para o povo gaúcho é as multas geradas por esta situação extremamente prejudicial aos nossos interesses econômicos. Ao apresentar mais este argumento. Peço ao leitor que reflita sobre o assunto. Pois como esta não pode ficar. E o Rio Grande do sul não possui dinheiro para manter esta estrutura toda dando somente prejuízo aos cofres públicos.

Muito Obrigado!

Vanderlan Vasconselos

Foto: Carlos Oliveira

“Prof. Luiz L de Faria” transporta farelo de soja para Rio Grande.

A barcaça graneleira “Prof. Luiz L. de Faria” de propriedade da Frota de Petroleiros do Sul – PETROSUL partiu no final da manhã de quarta-feira (25/FEV) de Canoas rumo ao porto de Rio Grande. Carregada com cerca de 2.524,402 toneladas de farelo de soja. Em operação ocorrida na unidade da Bianchini Indústria e Comércio. Que se localiza as margens do rio dos Sinos. Seu destino é o Porto Novo de Rio Grande. Onde deverá ser descarregada e posteriormente transportada até o terminal que a Bianchini possui na área do Super Porto.

O farelo de soja se destina à exportação. E seu transporte por via fluvial demonstra a sabedoria da empresa. Que ao fazê-lo esta reduzindo os seus custos e ampliando o seu ganho. Fato desejado por todo empresariado, mas que infelizmente não é a nossa realidade.

Foto: Carlos Oliveira