terça-feira, 3 de março de 2015

NO MUNDO DAS NUVENS.

Após manter por anos um discurso longe da realidade. Baixar medidas populistas como o de reduzir a conta de energia elétrica e de segurar os preços de combustíveis. Visando única e exclusivamente garantir a simpatia da população e obter o seu voto. O nosso atual governo conquistou o que tanto queria. Uma reeleição e a possibilidade de se manter dirigindo a máquina pública por mais quatro anos.
No entanto a realidade é mais forte. E diante dela, a ilusão não pode ser mantida por muito tempo. Foi assim que o governo teve de elevar o custo da energia elétrica. Reajustar o preço dos combustíveis e começar a cortar vários dos auxílios e benefícios que havia criado nos últimos anos. Pois esta faltando dinheiro em seu caixa para pagá-los. E contra isto não há remédio.
Tradicionalmente quando se aumentava o preço dos combustíveis. A gasolina sempre sofria o aumento mais elevado do que o do óleo Diesel. No entanto, desta vez foi diferente. O velho argumento de que o diesel é parte importante no processo produtivo, não foi levado em conta. E seu impacto na elevação dos custos acelerou o nosso processo inflacionário. Reduziu o ganho dos camioneiros, e acelerou um processo já muito desgastado. Que inclui estradas ruins, pedágios elevados, restrições no tempo de trabalho entre outras reclamações.
A paralisação dos camioneiros autônomos evidenciou mais uma característica de nossos governantes. Eles não sabem tratar com categorias de empregados autônomos. Onde o associado é ao mesmo tempo patrão e funcionário do seu próprio negócio. A tradição de lutas contra as grandes empresas aqui não vale. A lógica é outra. Por este motivo nada foi feito na primeira semana de paralisação. E o que foi realizado logo em seguida, com o uso da força repressora, também é questionável. Pois não vai solucionar o problema, criando mais insatisfação entre os integrantes desta classe de trabalhadores.
O dilema do atual governo esta entre enfrentar a realidade ou continuar sonhando. E ao que tudo indica, a presidente prefere andar de helicóptero a viajar pelas nossas estradas. Ao optar pelo mundo das nuvens, todos os problemas ficam pequenos. Não há pedágios. Não há buracos. Muito menos protestos de camioneiros insatisfeitos com o excesso de corrupção e a falta de melhores condições de trabalho.
Na fotografia aqui vinculada, é possível de se ver o helicóptero oficial do governo brasileiro. Meio pelo qual a presidente Dilma, do Partido dos trabalhadores – PT optou para viajar até Santa Vitória do Palmar. Para participar da cerimônia de inauguração do parque eólico. Evitando a possibilidade de contato com a classe trabalhadora.
Muito Obrigado!
Vanderlan Vasconselos
Foto: Carlos Oliveira


Barcaça-tanque “Rio Grande” vai buscar óleo de soja em Rio Grande.

No final da tarde de sexta-feira (27/FEV) a barcaça-tanque “Rio Grande” de propriedade da Petrosul partiu de Canoas rumo ao porto de Rio Grande. Seu objetivo é ser carregada com 1.000 toneladas de óleo de soja, em operação a ser realizada na unidade da Bianchini, localizada na área do Super Porto. Feito isto, a barcaça retornará para Canoas, aonde a empresa Bianchini também possui uma planta industrial. E o óleo de soja será empregado na fabricação de biocombustível.
O emprego da barcaça contribui para reduzir o custo de frete. Já que ela, embora pequena, possui uma capacidade significativa para o transporte de carga. E serve como um bom exemplo de que ainda há muito mercado para embarcações de menor porte.

Foto: Carlos Oliveira

Porque devemos devolver os portos interiores ao Governo Federal - Guaratan segue carregada para Rio Grande

A barcaça-tanque “Guaratan” de propriedade da Navegação Guarita e prestado serviço para a Petrobras, seguiu na manhã de quinta-feira (26/FEV) de Canoas rumo ao porto de Rio Grande. Fotografada às 08:10 quando navegava pelo Canal do Cristal, ela revela um dos problemas existentes, no que diz respeito a navegação em nosso Estado.
Segundo determina a legislação federal, Lei. 8.630 de 25 de fevereiro de 1999, a utilização dos canais de acesso aos portos, por embarcações comerciais carregadas, gera a quem administra estes canais o direito de cobrar pela sua utilização. Normalmente estes canais possuem uma distância relativamente pequena. E sua corança é algo aceita de forma natural por quem o utiliza. No entanto há uma exceção, e ela esta relacionada com o porto de Porto Alegre e quem o administra. Que é a Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH.
O acesso ao porto de Porto Alegre, distante cerca de 300 km de Rio Grande, possui duas áreas com canais artificiais. A primeira delas é na região entre Rio Grande e Pelotas, com cerca de 30 Km de extensão e compostas de vários canais artificiais. A segunda se localiza entre nas águas do Guaíba, Itapuã e Porto Alegre, com mais 30 Km onde também existem diversos canais artificiais.
Esta cobrança tem de ser definida e regulamentada por meio de uma tabela de preços praticados pelo porto. Um documento oficial que após examinado e aprovado pelo Governo federal entra em vigor. No nosso caso a Agência nacional de Transporte Aquaviário – ANTAQ tem cobrado sistematicamente o cumprimento desta previsão legal por parte da SPH. Que em alguns casos não consegue fazê-la pelos seguintes motivos:
1º - Incompetência jurídica e técnica. Já que confeccionou um texto que foi questionado na justiça. E a SPH não conseguiu comprovar a sua legitimidade e legalidade.
2º - Falta de vontade política, em realizar um controle e uma fiscalização efetiva sobre a movimentação das embarcações pela sua área de competência.
Para a ANTAQ o caso da SPH é grave por dois motivos muito simples:
1º - Por que a SPH é uma autarquia deficitária. E sem saúde financeira boa, ela acaba por comprometer a sua própria capacidade de executar os compromissos assumidos, via convênio de concessão firmado junto ao Governo Federal.
2° - A não cobrança pela utilização da infraestrutura de acesso, cria um precedente jurídico perigoso para os outros portos brasileiros. Que com competência fazem esta cobrança.
A devolução de nossos portos ao Governo Federal serve para que esta situação seja revertida. Propiciando um aumento de arrecadação. E a certeza de que esta verba seria garantida para a manutenção da própria hidrovia.
Com relação ao motivo inicial que deu origem a este texto, a viagem da barcaça-tanque “Guaratan”. Temos apenas uma observação a fazer. O tipo de carga e o volume transportado, não são conhecidos. Dito isto, devemos refletir como é possível fazer uma cobrança sobre algo que se desconhece? É esta falta de empenho em buscar saber, por parte da SPH que gera a perda de receita. Não será a transferência da administração dos portos interiores para a União a responsável pelo fato. Feito esta reflexão. Convido aos leitores a refletirem sobre o tema. Pois ele é do interesse de todos nós.
Muito Obrigado!
Vanderlan Vasconselos
Foto: Carlos Oliveira


segunda-feira, 2 de março de 2015

PORQUE DEVEMOS DEVOLVER OS PORTOS INTERIORES AO GOVERNO FEDERAL III

Navio mercante “Crimson Majesty” parte vazio de Porto Alegre.

Após a forte chuva que caiu sobre a capital do estado ter atrasado o trabalho de descarga do navio mercante “Crimson Majesty
”, o mesmo finalmente partiu no meio da manhã de sexta-feira (27/FEV). Sua desatracação do cais Navegantes ocorreu às 09:27. E contou com o apoio dos rebocadores na navegação Amandio Rocha – NAR para realizar o giro e poder seguir seu rumo em direção da cidade de Rio Grande, nossa porta de acesso para o mar.

Como todos os demais navios graneleiros que aqui aportam. Seus porões partiram vazios. Tendo em vista a falta de condições de nosso porto de realizar qualquer tipo de operação de carregamento de um navio deste porte. Além do mais, até para as operações de descarregamento nossa capacidade é limitada. Já que dois dos três guindastes existentes no cais navegantes, somente um possui condições de trabalho. E mesmo assim limitadas. Isto quer dizer que os navios para aqui descarregarem têm de possui guindaste próprio. Do contrário nada feito.

Uma da causas para esta situação ocorrer é a falta de uma política séria e eficiente para a administração dos nossos portos. Este fato nos remete a falta de cultura neste sentido. Fato que não ocorre somente no meio político, mas também dentro da própria autarquia responsável pela administração do porto de Porto Alegre, a Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH.

Em 2011, quando os três guindastes foram interditados. Os mesmos não possuíam nenhum plano de manutenção preventiva. Sua situação era extremamente calamitosa. E isto que o porto possuía um engenheiro mecânico em seus quadros. Neste ano foi providenciado uma reforma geral de um dos guindastes. Obra executada no ano seguinte. No entanto a cultura prevaleceu. E ao que tudo indica até este guindaste foi novamente interditado por falta de manutenção após sua reforma ter sido concluída. A manutenção é um fato que deveria ser uma rotina. No entanto ela não existiu segundo as normas técnicas vigentes. O segundo guindaste deveria ser reformado no ano seguinte. Ao menos o processo visando garantir este fato deveria ter sido providenciado. No entanto até o presente momento, isto é fevereiro de 2015, nada foi feito.

Como podemos ver. Insistir na manutenção da administração dos portos interiores sob o controle do Estado é algo insustentável. Uma contradição diante de tamanha ineficiência. E em nada contribui para o nosso progresso econômico. Muito pelo contrário. É a garantia de que vamos continuar perdendo espaço no cenário nacional. Andando para trás e pagando uma conta extremamente cara para o contribuinte gaúcho.

Pensem nisso, pois como esta não pode ficar.

Muito Obrigado!

Vanderlan Vasconselos

Foto: Carlos Oliveira

Após denúncia SPH recolhe bóia luminosa que estava fora de posição.

Somente na manhã de sexta-feira (27/FEV) é que a Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH providenciou a retirada de boia luminosa encarnada que se encontrava fora de posição nas águas do Guaíba. A mesma que faz parte da sinalização do Canal do Cristal se desgarrou na manhã de terça-feira (24/FEV). Dia em que dois navios, conduzidos pelos práticos da Lagoa dos Patos chegaram a Porto Alegre. Pelo profissionalismo o serviço de praticagem da Lagoa dos Patos informou SPH sobre o fato. E enviou cópia da mensagem à Marinha do Brasil, que é a autoridade marítima brasileira. E que cuida de tudo o que diz respeito a navegação.

O deslocamento da posição da referida bóia causava não só um inconveniente, como um perigo à navegação. A retirada da mesma de onde se encontrava é, sem dúvida um ponto positivo. No entanto é lamentável a demora para que isto fosse providenciado pela autarquia estadual. Cuja sede esta a menos de 10 Km do local aonde ela veio a encalhar.

Vale apena lembrar, que neste período o navio-tanque “Zeugman”, que transporta carga inflamável produzida pelo Polo Petroquímico de Triunfo, passou duas vezes pelo local. O navio mercante “Crimson Majesty” de 179,97 metros de comprimento e 30 metros de largura chegou. E o navio mercante “Santa Katarina”, aquele que encalhou em frente ao cais Navegantes, e que se encontra mal sinalizado até os dias de hoje. Também passou pelo local aonde a boia se encontrava encalhada, quando de sua partida do nosso porto.  Além de muitas outras embarcações menores que circularam pelo local, como as barcaças-tanque que carregam carga perigosa, as barcaças graneleiras e o catamarã que transporta passageiros entre Porto Alegre e Canoas.

Foto: Carlos Oliveira

Porque devemos devolver os portos interiores ao Governo Federal II

“Santa Katarina” parte vazio de Porto Alegre.

Partiu às 07:30 da manhã ensolarada de sexta-feira (27/FEV), do Cais Navegantes, do porto de Porto Alegre, o navio mercante “Santa Katarina”. Como todos os demais navios mercantes do tipo graneleiro que aqui aportam, o “Santa Katarina” saiu com seus porões completamente vazios. Fato que demonstra o quanto o Estado é ineficiente em termos de administração portuária. Este é apenas um dos motivos pelo qual pedi, com a mais completa convicção de que estou certo, a devolução da administração dos portos interiores para a União. A realidade que vivenciei na Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH me permite dizer e defender esta causa. Sabendo que a devolução será sem sombra de dúvida, algo muito melhor para o Estado e a economia gaúcha. O Rio Grande do Sul não pode se dar ao luxo de ter um porto apenas para receber carga a granel. Mantendo uma estrutura ociosa, deficitária e sem nenhuma perspectiva de que terá melhora na sua qualidade e no seu funcionamento. Este luxo nos sai muito caro. Consome os recursos que deveriam e poderiam ser mais bem empregados em outros setores vitais ao nosso crescimento.

Devolver os portos interiores ao Governo Federal não significa abandoná-los. Muito pelo contrário. Ao fazer isto, estaremos dando condições para que os mesmos sejam licitados. E entregues ao empresariado que realmente deseja investir neste modal. Modernizando-o e criando condições para que a nossa hidrovia recuperar o seu prestígio e a sua importância.

É por este motivo que eu convido o leitor a refletir sobre o assunto. Pois somente assim poderemos ter um Rio Grande do Sul melhor e mais forte. Pensem nisso!

Vanderlan Vasconselos

Foto: Carlos Oliveira

Porque devemos devolver os portos interiores ao Governo Federal

“Eco Energia I” retorna de viagem a Rio Grande.

Eram 09:38 da manhã de quinta-feira (26/FEV) quando a barcaça-tanque “Eco Energia I” foi vista navegando pelas águas do Guaíba, já no canal do Cristal. Ela que havia partido para o porto de Rio Grande no meio da tarde de segunda-feira (23/FEV), carregada com parte da produção da Refinaria Alberto Pasqualini – REFAP. Descarregou no terminal operado pela própria Petrobras neste porto e retornou para poder ser novamente carregada.

No entanto, como a Petrobras, embora seja uma das maiores empresas brasileiras, e possua o governo federal como seu maior acionista, ela é uma das empresas que se negam a respeitar a legislação federal, no tocante ao pagamento pela utilização da infraestrutura do porto de Porto Alegre.

Um dos argumentos utilizados para esta recusa é extremamente ridículo e frágil. Nela a Petrobras alega que não possui no porto de Porto Alegre o local de carga ou descarga. Por este motivo estaria isenta de pagar pelo serviço.

Sobre este argumento duas coisas têm de ser deixada bem claro:

1° Nenhuma embarcação das que prestam serviço para a Petrobras, por menor que seja, navega fora dos canais de navegação. E o motivo para que isto ocorra é simples. Fora destes canais o risco de encalhe é enorme. E fazê-lo seria temerário ou impossível para estas embarcações que carregam a carga perigosa.

2° Alegar que, por não ter como destino o porto de Porto Alegre para as operações de carga e descarga isto as isentaria do referido pagamento não é um argumento válido. Se assim fosse. O mesmo poderia ser aplicado para o transporte rodoviário, por exemplo. E no caso da BR-290 que liga a cidade de Porto Alegre a Osório, só se poderia cobrar dos veículos que tivessem como destino final uma destas duas cidades. Todos os demais poderiam passar sem ter a obrigatoriedade de realizar o pagamento.

Neste contexto, o que nós temos é uma Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH totalmente ineficiente. Que quando tinha um serviço jurídico em seus quadros, não conseguia reverter uma situação deste tipo. E após o mesmo ter sido extinto na administração do governador Tarso Genro. Por ser considerado desnecessário certamente ficará ainda pior. Vale apena lembrar que o órgão fiscalizador da SPH, a Agência Nacional do Transporte Aquaviário – ANTAQ cobra desta autarquia a eficiência de que ela não demonstra ter. E por este motivo a notifica e autua quando fatos deste tipo ocorrem. Neste caso, não há motivo que justifique a permanência da SPH na gestão e administração dos nossos portos interiores. A ineficiência é visível e institucionalizada. Por outro lado a fiscalização federal é séria e eficiente. E o que sobra para o povo gaúcho é as multas geradas por esta situação extremamente prejudicial aos nossos interesses econômicos. Ao apresentar mais este argumento. Peço ao leitor que reflita sobre o assunto. Pois como esta não pode ficar. E o Rio Grande do sul não possui dinheiro para manter esta estrutura toda dando somente prejuízo aos cofres públicos.

Muito Obrigado!

Vanderlan Vasconselos

Foto: Carlos Oliveira

“Prof. Luiz L de Faria” transporta farelo de soja para Rio Grande.

A barcaça graneleira “Prof. Luiz L. de Faria” de propriedade da Frota de Petroleiros do Sul – PETROSUL partiu no final da manhã de quarta-feira (25/FEV) de Canoas rumo ao porto de Rio Grande. Carregada com cerca de 2.524,402 toneladas de farelo de soja. Em operação ocorrida na unidade da Bianchini Indústria e Comércio. Que se localiza as margens do rio dos Sinos. Seu destino é o Porto Novo de Rio Grande. Onde deverá ser descarregada e posteriormente transportada até o terminal que a Bianchini possui na área do Super Porto.

O farelo de soja se destina à exportação. E seu transporte por via fluvial demonstra a sabedoria da empresa. Que ao fazê-lo esta reduzindo os seus custos e ampliando o seu ganho. Fato desejado por todo empresariado, mas que infelizmente não é a nossa realidade.

Foto: Carlos Oliveira

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

EXCLUSIVO – BÓIA LUMINOSA DO CANAL DO CRISTAL SE DESGARRA E CONFUNDE SINALIZAÇÃO NÁUTICA.

Mais uma bóia para sinalização da hidrovia de acesso ao porto de Porto Alegre, e instalada pela Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH saiu de sua posição. Desta vez o fato envolveu uma das boias luminosas da cor encarnada. Que pertence ao canal do Cristal e que saiu de sua posição na manhã de terça-feira (24/FEV). Anteriormente, o deslocamento das bóias estava sempre associado a ocorrência de enchente. Como se isto fosse uma justificativa para o fato. Desta vez, a boia simplesmente começou a navegar pelas águas do Guaíba, seguindo o fluxo da correnteza.



Esta mesma bóia, diga-se de passagem, havia sido mexida no final de 2014 pela equipe de hidrografia da SPH. Que a retirou de sua posição recolocando-a poucos metros mais distantes. Os dados desta operação vão ser revelados com mais precisão. Em uma matéria futura, após uma pesquisa junto ao banco de imagens do Carlos César. Que tem isto bem documentado.

O problema é que o deslocamento da boia acaba por confundir a sinalização náutica. Pondo inclusive em perigo a segurança da navegação. Pois ao sinalizar um rumo incorreto. Pode causar o encalhe de uma embarcação. Outro fato que reforça esta situação de perigo, esta relacionado a própria característica da boia. Que é luminosa. E acaba por sinalizar um rumo no turno da noite. Per[iodo em que os parâmetros de referência visuais ficam mais limitados para quem conduz uma embarcação.

Nas fotografias aqui apresentadas é possível de se ver o quanto a bóia se movimentou. Pois na manhã ela se encontrava antes do farolete que sinaliza o final do Canal do Cristal.  E ao final da tarde ela já havia ultrapassado este ponto.

Fotos: Carlos Oliveira

Navio mercante “Crimson Majesty” chega a Porto Alegre.

Logo após ter chegado a região de Porto Alegre o navio-tanque “Zeugman”, foi a vez do navio mercante “Crimson Majesty” chegar. Com 179,97 metros de comprimento e 30 metros de largura, o “Crimson Majesty” ostenta a bandeira da cidade estado de Cingapura. Veio do porto de Antuérpia, Bélgica, de onde partiu na sexta-feira (16/JAN) rumo ao Brasil. Para operar no porto de Paranaguá. Cuja partida ocorreu às 15:03 da tarde de sexta-feira (20/FEV). Na sequencia atracou no Porto Novo de Rio Grande no domingo (22/FEV), ás 05:15. Onde descarregou 7.000 toneladas de sulfato de amônio.

Sua atracação junto ao cais Navegantes, do porto de Porto Alegre ocorreu as 11:15. E em seus porões, o navio trouxe cerca de 4.000 toneladas de sulfato de amônio standard e 2.000 toneladas de sulfato de amônio granulado.

Na foto aqui vinculada, é possível vê-lo quando navegava pelo Canal do Cristal, pouco antes de se cruzar com a barcaça-tanque “Guapuruvu”. Que seguia carregada de Triunfo rumo ao porto de Rio Grande.

Foto: Carlos Oliveira

Navio-tanque “Zeugman” chega a Triunfo.

Chegou na manhã de terça-feira (24/FEV) a região de Porto Alegre o navio-tanque “Zeugman”. De bandeira turca, o “Zeugman” presta serviços a empresa BRASKEM, que é a proprietária do Polo Petroquímico de Triunfo. Ele chegou vindo de Rio Grande, para ser carregado com 2.000 toneladas de óleo diesel do tipo S-500 e 1,700 toneladas de MTBE, um aditivo utilizado no combustível. Sua atracação no terminal Santa Clara ocorreu junto ao píer I. e a previsão é de que o navio parta para nova viagem no início da tarde de quarta-feira (25/FEV).

Foto: Carlos Oliveira

Navio Mercante “Santa Katarina” retorna a Porto Alegre.


O navio mercante “Santa Katarina”, de bandeira panamenha e que mede 189,99 metros de comprimento e possui 32 metros de largura, retornou ao porto de Porto Alegre, na manhã de segunda-feira (23/FEV). Em seus porões ele trouxe um carregamento de insumos para a indústria do fertilizante. Que é composto por 9.000 toneladas de cloreto de potássio e 4.000 toneladas de sulfato de potássio. A carga é originária do porto alemão de Hamburgo. De onde o navio partiu às 17:28 da sexta-feira (09/JAN) rumo ao Brasil. Aqui o navio realizou uma escala no porto de Paranaguá. De onde partiu a 01:40 da madrugada de sexta-feira (20/FEV) rumo a nossa cidade.

Sua atracação ocorreu às 11 horas, e foi atrasada devido a incidência de nevoeiro no trecho entre Itapuã e Porto Alegre.  Fato que obrigou o navio a navegar mais de vagar por motivos de segurança.

Para quem não se lembra, o “Santa Katarina” foi o navio mercante que encalhou em frente ao cais Navegantes, no mês de agosto de 2011. Evidenciando a precariedade da nossa bacia de evolução naquele local. Que não possuía nem sequer sinalização adequada. Deste encalhe foi realizado um inquérito e instaurado um processo junto ao Tribunal Marítimo. Que ainda se encontra em andamento para apurar as responsabilidades no fato.

Fotos: Carlos Oliveira

Navio mercante “Dona Maria” chega com cevada.

O navio mercante liberiano, “Doma Maria” chegou na manhã de sábado (21/FEV) ao porto de Porto Alegre. Sua atracação junto ao cais Navegantes ocorreu ás 11:40. E em seus porões o navio trouxe um carregamento estimado em 8.100 toneladas de cevada.

Esta cevada veio da Argentina, mas especificamente do porto de Bahia Blanca. De onde o “Dona Maria” foi carregado. Seu primeiro porto em águas brasileiras foi o de Cabedelo, no estado da Paraíba. Seu segundo e último porto é o da capital de nosso estado. E na sequencia o navio retorna à Argentina. Desta vez para o porto de São Lorenzo.

Foto: Carlos Oliveira

VOLTAMOS A ATIVA.

Para muitos o ano só começa após o Carnaval. Este não é exatamente o meu caso. Que aproveitei ao máximo a oportunidade que tive, de exercer o cargo de Deputado Estadual durante um mês. Por isto durante este curto espaço de tempo que compreendeu o mês de janeiro trabalhei muito em uma época de pouca atividade parlamentar. Com os esforços concentrados neste sentido, deixei de atualizar as informações sobre a movimentação de cargas pela nossa hidrovia. Além do mais, no final de janeiro e em boa parte de fevereiro o Carlos César, que tanto em auxilia nesta tarefa, tirou suas merecidas férias com a família.  
Agora voltamos a ativa na missão de divulgar e valorizar a importância da nossa hidrovia para a economia de nosso estado. Como há muita coisa que não foi divulgada. Vamos publicá-las aos poucos. Intercalando com notícias atuais. Para que o leitor não perca o histórico da movimentação não divulgada. E, ao mesmo tempo, possa ficar atualizado com o que esta ocorrendo no presente momento.
Para ilustrar este momento. Apresento uma fotografia muito interessante da chegada da barcaça graneleira “Trevo Azul” a Porto Alegre. Feita pelo Carlos um pouco antes das 22 horas da noite de terça-feira. Onde é possível de ver sua silueta da “Trevo Azul” nas águas do Guaíba. Que se encontravam iluminadas pela Lua. E que produziu um belo contraste com a iluminação do estádio Beira-Rio.
A todos os leitores eu agradeço pela compreensão. E espero que os textos lhe sejam úteis e prazerosos.
Muito Obrigado!
Vanderlan Vasconselos
Foto: Carlos Oliveira