sábado, 27 de setembro de 2014

Navio-tanque “Celanova” chega a Triunfo.

Chegou às 08:54 da manhã de domingo (10/AGO) a Porto Alegre o navio-tanque “Celanova”. A embarcação de bandeira espanhola fundeou às 11 horas, na área Charlie do porto de Porto Alegre. Que fica no rio Jacuí, em frente a entrada do Canal Santa Clara. Para lá esperar pela liberação para poder atracar, do Polo Petroquímico de Triunfo. Este tipo de espera é algo comum nos navios que atendem ao polo petroquímico. E isto se deve ao fluxo da demanda e ao planejamento de entrega e armazenamento. Quando é preciso entregar algum produto, as operações se intensificam. Visando agilizar a entrega deles. E o oposto acontece quando os estoque, em Rio Grande, estão cheios e não há nenhum navio para chegar e ser carregado.

Foto: Carlos Oliveira

“Porto de Viamão” transporta fertilizantes para região metropolitana.

A barcaça graneleira “Porto de Viamão” que é operada pela Navegação Guarita, atracou às 16:45 de segunda-feira no terminal de uso privado (TUP) da empresa Yara Brasil fertilizantes de Rio Grande. Seu objetivo neste terminal é ser carregada com 2.400 toneladas de fertilizantes. Para transportá-lo para as unidades que esta multinacional possui na região metropolitana de Porto Alegre.

A unidade de Rio Grande recebe com frequência navios de grande porte carregados com os mais diversos tipos de fertilizantes. E aproveita a navegação interior para transportá-lo em frações menores para as unidades de Porto Alegre e Canoas. Com isto ela racionaliza e reduz seus custos. Dando competitividade ao seu produto no mercado interno.

Foto: Carlos Oliveira

“Zeugman” parte carregado de Triunfo.

O navio-tanque “Zeugman” partiu às 12:30 da tarde de segunda-feira (11/AGO) do píer I do terminal Santa Clara, de propriedade do Polo Petroquímico de Triunfo. Em seus tanques ele estava transportando 4.000 toneladas de gasolina. Produto este destinado para o terminal que a empresa BRASKEM possui em Rio Grande. E que serve de apoio para as operações comerciais do polo petroquímico armazenando tanto a produção quanto as matérias primas que o mesmo recebe.

Foto: Carlos Oliveira

“Trevo Verde” transporta bagaços para Rio Grande.

A barcaça graneleira “Trevo Verde” realizou mais uma viagem para a empresa Bianchini de Canoas. Desta vez ela transportou um carregamento estimado em 4.000 toneladas de bagaços e outros resíduos sólidos. Provenientes da atividade de esmagamento de cereais em sua unidade industrial. O produto foi embarcado pelo terminal de uso privado (TUP) que a empresa possui as margens do rio dos Sinos. E chegou ao Porto Novo de Rio Grande às 12 horas de segunda-feira (11/AGO) quando a barcaça lá atracou. A operação de descarga se iniciou às 12:25 mostrando rapidez no pronto atendimento da embarcação.

Foto: Carlos Oliveira

“Prof. David Cunha” é carregado com ureia no Porto Novo.

Logo após o navio mercante de bandeira turca “Ozge Aksoy” ter concluído a sua atracação no cais do Porto Novo, ás 21 horas de sábado (09/AGO). Foi a vez da barcaça graneleira “Prof. David Cunha” atracar ao seu lado às 21:12.

Medindo 185,74 metros de comprimento e possuindo 30,40 metros de largura, o “Ozge Aksoy” trouxe um carregamento estimado em 32.999,96 toneladas de ureia para o porto de Rio Grande. O produto é originário do porto russo de Tuapse, localizado no Mar Negro. Uma região rica em petróleo e gás natural, do qual a ureia granulada é produzida.

Nesta operação com a barcaça graneleira “Prof. David Cunha” esta prevista a transferência de 3.000 toneladas do produto para a barcaça. Que após concluída a operação tem como destino final a região de Porto Alegre.

Foto: Carlos Oliveira

“Trevo Sudeste” transporta cavacos de madeira.

A barcaça graneleira “Trevo Sudeste” transportou mais um carregamento de cavacos de madeira. O produto oriundo da unidade industrial da empresa MITA. Foi embarcado no rio Taquari e transportado para o terminal marítimo Luiz Fogliatto de Rio Grande. Ao todo são 1.500 toneladas do produto. Que tem como destino o mercado externo. E que chegaram às 10:35 de domingo (10/AGO), quando a barcaça atracou neste terminal.

Foto: Carlos Oliveira

Barcaça graneleira “Trevo Roxo” é carregada com fertilizante.

Após ter terminado de descarregar a celulose que levou para o Porto Novo de Rio Grande, a barcaça graneleira “Trevo Roxo” mudou de localização dentro do cais e atracou novamente. Este fato ocorreu às 04:30 da madrugada de sábado (09/AGO). Quando a barcaça atracou a contrabordo do navio mercante “Maestro Eagle”, de bandeira cipriota. E que possui 171,93 metros de comprimento e 28 metros de largura. Para neste local poder ser carregada com 3.000 toneladas de fosfato monoamônico –MAP.

O “Maestro Eagle” trouxe em seus porões um carregamento estimado em 31.775,55 toneladas de fosfato monoamônico – MAP. O produto é proveniente do porto russo de Murmansky. No extremo Norte do país. A chegada do navio ao porto de Rio Grande ocorreu inicialmente a 01:50 da madrugada de quarta-feira (06/AGO), quando ele atracou no terminal de uso privado da empresa Yara Brasil fertilizantes. Sua operação de descarga se iniciou somente às 22:20 daquele mesmo dia e teve seu término às 00:40 da Madrugada de sexta-feira (08/AGO). Concluído este processo ele desatracou ás 03:35 e navegou para fora da barra do Rio Grande, até receber autorização de atracar no Porto novo. Fato que veio a se efetivar às 18:55 da mesma sexta-feira (08/AGO).

Segundo consta, após ser carregada, a barcaça graneleira “Trevo Roxo” terá como destino a região de Porto Alegre. Já o navio mercante “Maestro Eagle” após descarregado, tem no porto de San Lorenzo, na Argentina, seu próximo destino.

Foto: Carlos Oliveira

“Porto de São Pedro” atraca no Porto Novo.

A barcaça graneleira “Porto de São Pedro”, operada pela Navegação Guarita, atracou ás 06:50 da manhã de sábado (09/AGO) no cais do Porto Novo de Rio Grande. Em seus porões ela estava transportando 2.700 toneladas de farelo de soja, do tipo Lowpro. Produto originário da unidade industrial da empresa Bianchini de Canoas. E que tem como destino a unidade da Bianchini de Rio Grande. Assim como as barcaças “Porto de Viamão” e “BRANAVE VI” esta viagem demonstra o quanto parte de nossa indústria ainda confia na navegação como meio de transporte eficiente e adequado para atender a suas demandas. Fazendo a opção não pela velocidade de entrega; mas pelo equilíbrio do conjunto segurança e custo baixo.


Foto: Carlos Oliveira

Barcaças “Porto de Viamão” e “BRANAVE VI” atracam em Rio Grande.

As barcaças graneleira “Porto de Viamão” e “BRANAVE VI” ambas operadas pela navegação Guarita, atracaram no Porto Novo de Rio grande. Vindas do terminal de uso privado (TUP) da empresa Bianchini. localizado as margens do rio dos Sinos, em Canoas. Elas transportaram respectivamente 2.700 e 1.700 toneladas de farelo de soja, do tipo lowpro. A atracação ocorreu às 11:30 da manhã de sábado (09/AGO). E o produto se destina a unidade da própria Bianchini, em Rio Grande. Que por questões de força maior não pode atender toda a demanda normalmente encaminhada para ele. Fazendo com que o Porto Novo seja a alternativa para o recebimento de parte de sua carga.

Foto: Carlos Oliveira

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

DRAGAGEM DO RIO JACUÍ

UM ABSURDO REALIZADO PELO GOVERNO DO ESTADO.

No dia 19 de setembro publiquei o primeiro texto referente à forma como o Governo do Estado do Rio Grande do Sul estava executando a dragagem do poluído rio Gravataí, com material fotográfico feito entre os dias 16 e 17. Este primeiro texto entitulado “ALERTA – DRAGAGEM DO RIO GRAVATAÍ UMA HISTÓRIA LONGA E COM PERIGO DE CONTAMINAÇÃO”.
(Veja link:  http://www.vcvesteio.blogspot.com.br/2014/09/alerta-dragagem-do-rio-gravatai-uma.html ) era claro e preciso, e fazia um pequeno histórico da dragagem e dos elementos que a compõem.





Um segundo texto foi produzido e publicado no dia 22 de setembro. Seu título era: “DRAGAGEM DO RIO GRAVATAÍ, UM FATO A SER EXAMINADO”.
(Veja link: http://www.vcvesteio.blogspot.com.br/2014/09/dragagem-do-rio-gravatai-um-fato-ser.html ) Nele desenvolvi um pouco mais o assunto que é uma questão de saúde pública.

Em ambas as ocasiões, utilizei o material produzidos naqueles dois primeiros dias. Por causa deste fato, fui questionado sobre com aquelas imagens poderiam comprovar as minhas alegações. Pois o que se via eram duas embarcações dentro da água. Em virtude disso fui atrás de mais provas que pudessem comprovar o que eu já sabia. E elas foram feitas na manhã de quarta-feira (24/SET) de forma muito fácil. O que é triste e lamentável.

É este o material que passo a apresentar neste momento. E o que ele mostra é o ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, via SUPERINTENDÊNCIA DE PORTOS E HIDROVIAS – SPH, COMETENDO UM CRIME ECOLÓGICO. AO RETIRAR O SEDIMENTO CONTAMINADO DO FUNDO DO RIO GRAVATAÍ PARA DEPOSITÁ-LO AS MARGENS DA ILHA DO PAVÃO. Dentro do Parque Estadual Delta do Jacuí. Criado pelo Decreto nº 24.385, de 14JAN1976. Uma área classificada como ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL pelo Decreto Estadual nº 43.367 de 28SET2004. O que demonstra o valor que a sociedade dá para esta área diferenciada. Onde a natureza predomina, como viveiro para pássaros, peixes e outros animais silvestres. E de onde a Prefeitura Municipal de Porto Alegre realiza a captação da água para tratamento e consumo humano de parte da população da Capital de nosso Estado, que é estimada em 1,5 milhões de pessoas.

O segundo fato que observamos é a total despreocupação com a irregularidade praticada. Pois mesmo tendo sido divulgado. A ação irresponsável continuou a ser executada de forma escancarada. Demonstrando a arrogante certeza da impunidade. Como se o Estado, via seus servidores, estivessem acima da Lei. Tudo podendo fazer, sem nada temer.

IRREGULARIDADE NAS BARBAS DA POLÍCIA

O local aonde deste despejo, ou “bota fora” na linguagem popular, esta sendo realizado é de fronte da sede do Batalhão Ambiental da Brigada Militar – BABM. Que fica ao lado da sede do Núcleo Especial de Polícia Marítima – NEPOM, da Polícia Federal. Ou seja, estão fazendo um crime ambiental nas barbas da polícia. Fato que demonstra, e é bom repetir isto várias vezes, o tamanho da arrogância e da certeza da impunidade.

COMPREENDA O QUE AS FOTOGRAFIAS REVELAM

As fotografias aqui vinculadas mostram inicialmente a draga “Santo Amaro” carregando com os sedimentos retirados do rio Gravataí, o batelão “Rio Gravataí”. Ao fundo é possível de se ver os prédios das empresas Piratini. Com uma faixa verde na parede. E o telhado novo dos recém-recuperados armazéns da empresa Yara Brasil.

Terminado o trabalho, o rebocador “São Sepé” que estava amarrado às margens do rio Gravataí, no lado da cidade de Porto Alegre, e encoberto do nosso campo de visão, parte em direção das embarcações. O rebocador “São Sepé” se prende ao batelão “Rio Gravataí”. Que é desamarrado da draga “Santo Amaro”. Realiza o giro e parte do local.

Para comprovar que o local era o rio Gravataí. Apresento uma fotografia onde aparece o prédio da novíssima arena do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. E finalizo mostrando o batelão “Rio Gravataí” e o rebocador “São Sepé” descarregando as margens da ilha do Pavão. No exato momento em que passa remando um pescador artesanal. Nesta última imagem também é possível de ser visto dois catamarãs da empresa CATSUL atracados em sua base de apoio nas margens de uma das ilhas do Delta do Jacuí.

ALGUNS QUESTIONAMENTOS.

Feito a explicação que contextualiza toda a sequencia das fotografias aqui apresentadas. Algumas perguntas ficam em aberto.

A primeira delas é onde esta a fiscalização da Fundação Estadual de Proteção Ambiental – FEPAM. Pelo visto ela não esta se fazendo presente, acompanhando o serviço por ela autorizado. Isto nos faz lembrar de que o acompanhamento uma das realidades da FEPAM foi de ter se tornado RÉ de processos judiciais. Ao todo são mais de 70, segundo relata seu diretor em entrevista concedida ao jornal “Zero Hora” em 29/ABR/2014. Sendo que a principal delas foi a CONCUTARE. (veja link: http://www.vcvesteio.blogspot.com.br/2014/09/dragagem-do-rio-gravatai-um-fato-ser.html )

Segundo consta na Licença de Operação - LO que liberou a dragagem é informado que o material contaminado deve ser descartado em ATERRO SANITÁRIO. Esta determinação implica em saber quem analisou aquele sedimento que esta sendo retirado e levado para descarto no Delta?

Onde estão os laudos que atestam ser aquele material livre de contaminação?

É do conhecimento geral que o solo do fundo do rio Gravataí esta contaminado, entre outras coisas, com metais pesados. É de estranhar que num ambiente tão contaminado se encontra uma área livre de poluição.

Uma matéria publicada no jornal “Diário de Canoas” e reproduzida em 29/ABR/2014, pela página eletrônica do Sindicato Nacional dos Condutores da Marinha Mercante e Afins – SINCOMAM. (veja link: http://www.sincomam.com.br/index.php/operacao-ira-desobstruir-canais-para-melhorar-as-condicoes-de-navegabilidade-da-hidrovia/ ) É claro ao definir a situação.

“Em outra licença emitida, a Fepam autoriza que a Superintendência de Portos e Hidrovias realize a dragagem em outros quatro trechos de navegação. Os canais que serão desobstruídos se localizam na Foz do Rio Gravataí, Canal Tergasul, Canal Humaitá e Saco do Cabral”.

“O material resultante poderá ser usado em obras públicas dentro do município somente se as análises dos sedimentos mostrarem que os resultados são isentos de contaminação. Em caso de contaminação, o produto deverá ser disposto em aterro sanitário”.

“A extensão de área licenciada será de 2,3 quilômetros e a área de dragagem deverá estar devidamente sinalizada”.

Diante do fato é de se questionar se o Parque Estadual Delta do Jacuí”, uma área definida com de Proteção Ambiental foi transformada em ATERRO SANITÁRIO?

Outras perguntas que tem de ser feita, pois são muito importante. Para que nós possamos compreender como se chegou a uma situação desta ordem e grandeza, são:

Quem planejou a dragagem e a esta coordenando e executada pela Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH? Em que setor interno da autarquia ela foi idealizada? E qual setor esta realizando a sua fiscalização e acompanhamento? Qual é o nome do responsável técnico pelo trabalho que esta sendo executado por esta autarquia?

Para quem desconhece o organograma da SPH ela possui a Divisão de Operações e Fiscalização – DOF e a Divisão de Estudos e Projetos – DEP. Ambas as divisões estão ligadas de forma direta Diretoria de Hidrovias – DH. Que faz parte da Diretoria Executiva. E que presta contas de forma direta ao Diretor Superintendente.

É por acaso o seu Diretor Superintendente, um coronel da Brigada Militar? A mesma força policial do qual o Batalhão Ambiental faz parte. E que sempre foi muito bem vista pela sociedade. Por que a sua ação esta ligada a defesa  e proteção da sociedade.

É o Diretor de Hidrovias, um funcionário concursado para preencher uma vaga de nível técnico. Que interessantemente fez a seguinte declaração, quando esteve no cargo de Diretor Superintendente da SPH. Conforme consta de matéria publicada, em 02/FEV/2013, no site oficial da Secretaria de Infraestrutura e Logística – SEINFRA, do Estado do Rio Grande do Sul. (veja link: http://www.seinfra.rs.gov.br/conteudo/66619/?governo_define_estrat%C3%A9gia_para_dragagem_do_Rio_Gravata%C3%AD )

"Para que a dragagem possa ser feita, algumas precauções devem ser tomadas a fim de evitar maiores danos ao meio ambiente. No entanto, as restrições não podem inviabilizar a operação", (...).

Sobre esta declaração temos de concordar que ela apresenta uma total falta de comprometimento com o meio ambiente. Meio ambiente no qual nós, seres humanos estamos inseridos. E que se contaminado vai nos prejudicar. Na verdade a insensibilidade é enorme.Ela coloca o interesse econômico acima do social. Acima da saúde pública, da segurança da população. Mas mesmo assim foi publicada e aceita como uma fala oficial. Representando o Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

A fala também demonstra uma limitação visível. Pois todos nós sabemos a melhor maneira de superamos os obstáculos são o estudo e tecnologia. É para isto que serve a engenharia, a ciência e a tecnologia. Para nos oferecer respostas capazes de superar as nossas dificuldades. Não ver isto é parar no tempo.

A mesma matéria vincula a ação da FEPAM e da SPH da seguinte forma:

“No encontro ficou definido que técnicos da SPH e Fepam buscarão, em conjunto, uma solução viável para a realização da dragagem de recuperação da hidrovia do Gravataí”.

Será que foi esta a forma encontrada para o problema da dragagem? Uma instituição faz de conta que fiscaliza e a outra instituição de que esta cumprindo a legislação e o projeto aprovado.

COMO FICA O NOSSO GOVERNO?

Diante do exposto, temos de saber como fica o nosso Governo do Estado? Qual vai ser a sua posição sobre um assunto tão importante e delicado como este? Vai por acaso por panos quentes e proteger seus funcionários? Muitos dos quais aliados políticos?

Vai aceitar que errou?  Ou vai fazer que não viu nem ouviu nada? Numa saída clássica, ao estilo Lula, da forma de administrar a coisa pública.

Na verdade a situação esta crescendo e tomando forma. E diante da gravidade. Associado ao fato de estarmos em um ano eleitoral. Não dá para abafar um problema desta grandeza. Que certamente vai ser tema de ação do Ministério Público.

Finalizo convidando ao leitor a pensar no assunto. Peço desculpas por ter sido tão extenso, mas a importância deste caso pedia um trabalho mais consistente..

Muito Obrigado!

Vanderlan Vasconselos

Fotos: Carlos Oliveira

“Eco Energia I” retorna com gasolina comum embarcada em Rio Grande.

A quinta embarcação que chegou na movimentada manhã ensolarada de sábado (09/AGO) foi a barcaça-tanque “Eco Energia I”conduzida pelo empurrador de barcaças “Hélio Sffair”. Este fato foi registrado às 10:16 quando a barcaça se aproximava do canal do Cristal, já em Porto Alegre.

Segundo foi levantado, a barcaça-tanque “Eco Energia I” atracou no terminal petroleiro da PETROBRAS, em Rio Grande às 10:35 da manhã de quinta-feira (07/AGO). E lá foi carregada, a partir das 14:30 com 4.700 toneladas de gasolina do tipo comum. Numa operação que durou até às 07:45 de sexta-feira (08/AGO). Momento em que ela foi liberada para seguir sua viagem rumo a Canoas. Local em que a PETROBRAS possui o Terminal Niterói, apto a operar o seu descarregamento com a mais completa segurança.

É desta forma que a navegação se insere em nossas vidas. Mesmo que nós não conseguimos identificar, a navegação possui um poder de influência enorme no cotidiano de todos nós. Conhecer esta realidade é o primeiro passo para que possamos ter um futuro melhor. E este futuro passa pela defesa do fortalecimento da navegação e da atividade portuária. Pensem nisso e me ajudem a divulgar esta causa.

Muito Obrigado!

Vanderlan Vasconselos

Foto: Carlos Oliveira

Navio mercante “Pantanassa” chega a Porto Alegre.

O quarto navio que chegou na manhã de sábado (09/AGO) e o primeiro graneleiro foi o navio mercante “Pantanassa”. Registrado no porto de Majuro, o navio ostenta a bandeira das Ilhas Marshall. Seu comprimento total é de 180,80 metros e sua largura máxima chega a 30,50 metros. Na sua viagem pela costa brasileira há registro de uma escala no porto de Vila do Conde, Espírito Santo e outra no porto de Rio Grande.



Em Rio Grande o navio atracou no Porto Novo às 23:30 da segunda-feira (21/JUL). No entanto a operação de descarga só iniciou-se a 01:40 da madrugada de terça-feira (22/JUL). Sendo que esta operação de descarga foi concluída às 20:40 de quinta-feira. E o navio veio a desatracar do Porto Novo às 10:50 de sexta-feira (25/JUL). Após desatracar o navio foi fundear fora da barra do Rio Grande para esperar o momento em que teria liberação para atracar junto ao terminal da empresa Yara Brasil Fertilizantes. Fato que só ocorreu às 18 horas da segunda-feira (04/AGO). E que envolveu a descarga de cerca de 20.000 toneladas de sulfato de amônio granulado. Enquanto no período em que esteve no Porto Novo o volume total descarregado chegou a 10.000 toneladas. Beneficiando a vários clientes.

A atracação do navio mercante “Pantanassa” em Porto Alegre ocorreu às 10:55, junto ao cais Navegantes. Sendo previsto o descarregamento de 8.100 toneladas de sulfato de amônio granulado e 1.500 toneladas de sulfato de amônio standard. Produtos estes utilizados no fabrico de fertilizante.

Como podemos observar. O porto de Porto Alegre ainda possui um potencial logístico considerável. Saber utilizá-lo é muito importante. Pois isto pode nos trazer inúmeros benefícios econômicos e sociais. Mas para que isto possa ocorrer. Uma coisa, somente uma é preciso acontecer. É o Estado manifestar a sua vontade política de que o porto de Porto Alegre volte a ser um porto dinâmico em suas atividades. Isto, somente isto, basta para que a atual realidade mude. Pois com vontade política tudo é possível de ocorrer. Pensem nisso e me ajudem a divulgar esta causa.

Muito Obrigado!

Vanderlan vasconselos

Fotos: Carlos Oliveira

“Taurogas” vem buscar petroquímicos em Triunfo.

Passava poucos minutos das 09 horas da manhã de sábado (09/AGO) quando o navio-tanque “Taurogas” foi avistado passando pela cidade de Guaíba. Seu destino era o terminal Santa Clara, de propriedade do Polo Petroquímico de Triunfo, e que atua de forma dedicada ao embarque da produção deste complexo industrial gaúcho. O “Taurogas” era o terceiro navio-tanque que estava chegando naquela manhã. E atrás dele vinha o navio mercante “Pastanassa”. O que mostra quando as águas do Guaíba podem ser movimentadas em certos dias.


Mas voltando ao “Taurogas”, sua atracação junto ao terminal Santa Clara não pode ocorrer naquele dia. Seguindo a programação estabelecida pelos operadores do terminal. E que esta vinculada ao processo produtivo do Polo Petroquímico. Ele teve de fundear na área CHARLIE do porto de Porto Alegre. Que se localiza no rio Jacuí, junto ao braço do rio que vai passar pela ilha da Pintada. E que por ser largo, possibilita a mais completa segurança para as embarcações ali fundearem, sem prejudicar ou comprometer o transito das demais embarcações no referido rio.

Foto: Carlos Oliveira

“Gas Haralambos” chega com GLP.

O segundo navio-tanque a chegar no sábado (09/AGO) foi o “Gas Haralambos”. Carregado com gás liquefeito de petróleo – GLP, seu destino era o terminal de gás do Sul – TREGASUL. Localizado no município de Canoas, as margens do rio Gravataí. E que é o único terminal marítimo do nosso estado apto para receber este tipo de gás. Daí a sua importância estratégica para o perfeito abastecimento de todo o Rio Grande do Sul. Por vir de um porto nacional, o mesmo não precisou passar pela inspeção dos órgãos federais. Podendo, desta forma navegar diretamente para o seu terminal.


Fotos: Carlos Oliveira

“Zeugman” chega para ser carregado em Triunfo.

A manha de sábado (09/AGO) iniciou com a previsão de muita movimentação de embarcações chegando a Porto Alegre e região metropolitana. O primeiro dos navios esperados foi o de bandeira turca “Zeugman”. Que estava sendo seguido de perto pelo navio-tanque “Gas Haralambos”.

O “Zeugman” tinha como destino o terminal Santa Clara, do Polo Petroquímico de Triunfo. No entanto antes, ele teve se passar pela inspeção dos órgão de fiscalização federal. Fato que o obrigou a fundear na área BRAVO, do porto de Porto Alegre. Que se localiza em frente ao cais Mauá, entre o portão central e a usina do Gasômetro. Sua atracação definitiva só veio a ocorrer às 12:30 no píer I do referido terminal de carga.

Fotos: Carlos Oliveira